domingo, 19 de junho de 2011

DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS


Nesse artigo, vamos compartilhar sobre as doenças psicossomáticas que sido uma realidade. A sociedade em geral, constantemente passa por desajustes sociais em vários aspectos da vida humana. Criança, adolescentes, adultos e idosos, são vítimas de problemas psicossomáticos.

A expressão “psicossomático” significa uma relação de mente e corpo: Psiquê (Mente) e Soma (Corpo). A doença psicossomática é definida como complicações na saúde do corpo geradas por problemas de origem psíquica. Os fatores psicológicos passam a influir no metabolismo do corpo e as conseqüências são reais.

Nunca foi tão utilizado o termo “stress” como nos dias atuais. A humanidade parece ter perdido o controle daquilo que gerou e conquistou através dos tempos, mas mesmo assim, continua correndo atrás de uma existência melhor e mais prática e mais sadia, no entanto, o quadro das doenças mentais no mundo inteiro faz soar um aviso que esta corrida esta indo em direção a um caos iminente.

Metade dos leitos dos hospitais nos E.U.A. é ocupado por pessoas com doenças mentais, em muitos casos, enfrentando todos os tipos de fobias. O Brasil também não apresenta um quadro diferente dos E.U.A. Enquanto o tratamento for apenas com relação aos medicamentos que combatem os efeitos no corpo, deixando de lado a origem real no estado emotivo da pessoa, os resultados serão sempre ineficientes.

As Fobias Mais Comuns São:

Acrofobia – Medo de altura

Aerofobia – medo de avião (medo de voar)

Aracnofobia – Medo de aranhas

Astrofobia – Medo de raios

Agorafobia – Medo de estar em público (medo de ir ao supermercado, restaurante, etc)

Belonofobia – Medo de agulhas

Claustrofobia – Medo de espaços fechados

Hematofobia – Medo de sangue

Hipofobia – Medo de cavalos

Literofobia – Medo da escola, leitura

quarta-feira, 1 de junho de 2011

ESTRUTURA DA PERSONALIDADE


As observações de Freud a respeito de seus pacientes revelaram uma série interminável de conflitos e acordos psíquicos. A um instinto opunha-se outro; proibições sociais bloqueavam pulsões biológicas e os modos de enfrentar situações frequentemente chocavam-se uns com os outros. Ele tentou ordenar este caos aparente propondo três componentes básicos estruturais da psique: o ID, o EGO e o SUPEREGO.

O Id – O Id “contém tudo que é herdado, que se acha presente no nascimento, que está presente na constituição – acima de tudo, portanto, os instintos que se originam da organização somática e que aqui, no id, encontram uma primeira expressão psíquica, sob formas que nos são desconhecidas” (1940, livro 7, pp. 17-18 na ed. bras.). É a estrutura da personalidade original, básica e mais central, expostas tanto às exigências somáticas do corpo como aos efeitos do ego e do superego. Embora as outras partes da estrutura se desenvolvam a partir do id, ele próprio é amorfo, caótico e desorganizado. “as leis lógicas do pensamento não se aplicam ao id... impulsos contrários existem lado a lado, sem que um anule o outro, ou sem que um diminua o outro” (1933, livro 28, p. 94 na ed. bras.). O id é o reservatório de energia de toda a personalidade.

O id pode ser associado a um rei cego cujo poder e autoridade são cerceadores, mas que depende de outros para distribuir e usar de modo adequado o seu poder.

Os conteúdos do id são quase todos inconscientes, eles incluem configurações mentais que nunca se tornaram conscientes, assim como o material que foi considerado inaceitável pela consciência. Um pensamento ou uma lembrança, excluído da consciência e localizado nas sombras do id, é mesmo assim capaz de influenciar a vida mental de uma pessoa. Freud ressaltou o fato de que materiais esquecidos conservam o poder de agir com a mesma intensidade, mas sem controle consciente.

O Ego – O ego é a parte do aparelho psíquico que está em contato com a realidade externa. Desenvolve-se a partir do id, à medida que o bebê torna-se cônscio de sua própria identidade, para atender e aplacar as constantes exigências do id. Como a casca de uma árvore, ele protege o id mas extrai dele a energia, a fim de realizar isto. Tem a tarefa de garantir a saúde, segurança e sanidade da personalidade. Freud descreveu suas várias funções em relação com mundo externo e com o mundo interno, cujas necessidades procura satisfazer.

São estas as principais características do ego: em conseqüências da conexão pré estabelecida entre a percepção sensorial e a ação muscular, o ego tem sob seu comando o movimento voluntário. Ele tem a tarefa de autopreservação. Com referência aos acontecimentos externos desempenha essa missão dando-se conta dos estímulos externos, armazenando experiências sobre eles (na memória), evitando estímulos excessivamente internos (mediante a fuga), lidando com estímulos moderados (através da adaptação) e, finalmente, aprendendo a produzir modificações convenientes no mundo externo, em seu próprio benefício (através da atividade). Com referência aos acontecimentos internos, em relação ao id, ele desempenha essa missão obtendo controle sobre as exigências dos instintos, decidindo se elas devem ou não ser satisfeitas, adiando essa satisfação para ocasiões e circunstâncias favoráveis no mundo externo ou suprimindo inteiramente as suas excitações. É dirigido, em sua atividade, pelas considerações das tensões produzidas pelos estímulos; despejam estas tensões nele presentes ou não ou são nele introduzidas. A elevação dessas tensões é, em geral, sentida com desprazer e o seu abaixamento como prazer... o ego se esforça pelo prazer e busca evitar o desprazer (1940, livro 7, pp. 18-19 na ed. bras.).

Assim, o ego é originalmente criado pelo id na tentativa de enfrentar a necessidade de reduzir a tensão e aumentar o prazer. Contudo, para fazer isto, o ego, por sua vez, tem de controlar ou regular os impulsos do id de modo que o indivíduo possa buscar soluções menos imediatas e mais realistas.

Um exemplo pode ser o de um encontro heterossexual. O id sente uma tensão que surge da excitação sexual insatisfeita e poderia reduzir esta tensão através da atividade sexual direta e imediata. O ego tem que determinar quanto da expressão sexual é possível e como criar situações em que o contato sexual seja o mais satisfatório possível. O id é sensível à necessidade, enquanto o ego responde às oportunidades.

O Superego – Esta última parte da estrutura da personalidade se desenvolve não a partir do id, mas a partir do ego. Atua como um juiz ou censor sobre as atividades e pensamentos do ego. É o depósito dos códigos morais, modelos de conduta e dos construtos que constituem as inibições da personalidade. Freud descreveu três funções do superego: consciência, auto-observação e formação de idéias.Enquanto consciência, o superego age tanto para restringir, proibir ou julgar a atividade consciente; mas também age inconscientemente. As restrições inconscientes são indiretas, aparecendo como compulsões ou proibições. “Aquele que sofre (de compulsões e proibições) comporta-se como se estivesse dominado por um sentimento de culpa, do qual, entretanto, nada sabe” (1907, livro 31, p. 17 na ed. bras.).

A tarefa de auto-observação surge da capacidade do superego de avaliar atividades independentemente das pulsões do id para tensão-redução e independentemente do ego, que também está envolvido na satisfação das necessidades. A formação de idéias está ligada ao desenvolvimento do próprio superego. Ele não é, como se supõe às vezes, uma identificação com um dos pais ou mesmo seus comportamentos: “O superego de uma criança é com efeito construído segundo o modelo não de seus pais, mas do superego de seus pais; os conteúdos que ele encerra são os mesmos e torna-se veículo da tradição e de todos os duradouros julgamento de valores que dessa forma se transmitiram de geração em geração” (1933, livro 28, p. 87 na ed. bras.).

(Daniel Barbosa de Melo, Psicanalista Clínico e diretor do CETEL)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

MENSAGENS QUE EDIFICAM


Esta obra está dividida em duas partes:
A primeira, trata-se de uma série de mensagem que o Senhor tem nos concedido, mensagens que foram transmitidas em nossa igreja, e em outras que tenho a oportunidade de pregar.

A segunda parte, é um guia de orientação, no qual apresenta de forma simples e clara, os passos para a preparação de um sermão.

Espero que venha contribuir positivamente para a edificação espiritual e auxílio àqueles que desejam aprimorar os seus conhecimentos nessa área.


Para adquirir o "mensagens que Edificam", entre em contato conosco.
Escreva para: Pr. José Nilton Barbosa
Pç Abias dos Santos Azevedo,544/ Bairro do hospital
Cep 46100-000 /Brumado-BA
ou pelos telefones: (77) 3441 5385 / 88015556

sábado, 5 de março de 2011

ESTUDOS SOBRE A HISTERIA

José Nilton Barbosa - Psicanalista Clínico

Alguns autores acreditam que a histeria se modifica conforme o contexto sócio-cultural vigente em cada época. A histeria é tão plástica proteiforme que de alguma forma, ela está presente em todas as psicopatologias, sendo que a compreensão dos psicanalistas deixou de ser unicamente da psicodinâmica dos conflitos sexuais reprimidos, mas também como uma expressão de problemas relacionados e comunicacionais (Zimerman, 1999).

Bergeret (2005) fala da estreita relação da histeria com o corpo. A histeria leva plenamente em conta a onipotência da pulsão e assume suas conseqüências “da percepção vertiginosa de seu limite extremo, o desejo de desejo insatisfeito, a sua incorporação maior, a saber, a fantasia incestuosa. É nesse sentido que, com a histeria toda pulsão irá se tornar incestuosa” (Bergeret, 2006, p. 149)

Na raiz dos Estudos sobre a histeria encontra-se uma observação acidental, ponto de origem que conduz a uma descoberta; esse fato primeiro, depois convertido em teoria, irá impulsionar uma série de outras descobertas que nos remetem novamente ao ponto de origem. As idéias irão progredir como se cada transformação do pensamento redescrevesse com novas palavras a fórmula fundamental anunciada na “Comunicação Preliminar”, segundo a qual “os histéricos sofrem predominantemente de reminiscências” (Breuer & Freud, 1891/1991, p. 31).

Por meio desse gesto curioso que nos devolve à origem do livro, Freud e Breuer parecem ter incorporado à investigação teórica um traço do próprio tratamento que aplicam aos pacientes, pois,

se a terapia catártica procura resgatar para o paciente uma lembrança traumática que está na origem da doença, todo avanço teórico deve está acompanhado por um retorno a este começo da teoria, algo que se faz notar nas passagens em que este artigo de abertura é citado: quanto mais reafirmam o valor deste começo, mais eles terminam por afastar-se de seu conteúdo. A idéia de uma simples “retomada” da “Comunicação Preliminar” perde a nitidez se consideramos que a referência ao passado serve mais para aproximá-lo de um novo presente que ilumina a descoberta inicial. Trata-se, enfim, de uma reinvenção do começo. Tentaremos compreender nestes termos o comentário de Freud sobre os primórdios do livro em seu capítulo final:

A histeria foi causadora de muitas polêmicas durante séculos. Vários estudiosos como Charcot, Breuer e Freud, reuniram-se para um estudo dos sintomas somáticos que tal doença causava.

Mas, foi Freud quem descobriu no caso da histeria, conversões chamadas de traços etiopatogênicos importantes, onde a crise emocional emergia sob forma de conversões que até hoje são vistas, mas com grau menos intenso. Freud dá um certo lugar a histeria.

Estudos mais específicos sobre a histeria, foram realizados.

E o primeiro a estudar sobre esse assunto foi Jean Charcot (1825-1893) ele começou a sua investigação de forma metódica dos sistemas histéricos, através do método de observação clínica. Com esse estudo ele forneceu uma descrição esquemática de um ataque histérico, que se divide em três fazes: Fase epileptóide, fase dos movimentos amplos, fase alucinatpória e faze do delírio terminal, Concluindo que o elemento degenerativo era a base comum de todos os sintomas da histeria.

Benheim, um dos discípulos de Charcot, concluiu que todos os fenômenos descritos por seu mestre, como histéricos, podiam ser desenvolvidos por via sugestiva. Assim a sugestão não é propriamente um fenômeno histérico, mas faz parte em maior ou menor grau do acervo psicológico do homem.

Baninski, um outro estudioso do assunto, separou a histeria patológica nervosa, aproximando a sugestão hipnótica, como um efeito da persuasão. Para Babinski, a essência da histeria é a sugestão. Ele estabeleceu como axioma que, “O Histérico , é tudo aquilo que vem pela sugestão e é removido pela persuasão”.

Pierre Janet, procurou estudar a relação entre a histeria, a hipnose e a auto-motivação psicológica desenvolvendo sobre a primeira os conceitos de “tensão psicológica” e “dissolução” e “sub-consciência”. Para ele, esse abaixamento se constitui num defeito pessoal, indicador de deficiência constitucional, em que a estrutura das consciência do histérico está fundamentalmente alterada, possuindo uma atitude para viver intensamente as imagens e para hipnotizar-se por elas.

Freud estudou a histeria partindo da idéia de que os sintomas da mesma, se originavam no inconsciênte dos enfermos. Ele mostrou em síntese, que a maioria dos fenômenos histéricos era o resultado de repressão no inconsciente dos sentimentos, desejos e temores que expressam.

Mas tarde, essa teoria de Freud foi aplicada como um recurso da idéia de “repressão”, por entenderem que a neurose histérica está caracterizada desde a sua estrutura até a fase edipiana genital. Com base nessa idéia, a histeria seria então considerada uma neurose edípica.

A personalidade histérica, se apresenta mais nas mulheres que nos homens, com seu caráter em três aspectos fundamentais, como: Sugestionalidade, Mitomonia e Alterações Sexuais.

Para Kretschmer, toda pessoa com um sistema nervoso débil ou com uma situação extrema, é capaz de produzir um ataque de estados histéricos.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

COMO CRESCER NA CRISE



Crise, é um termo utilizado para referir-se a problemas em diversas áreas.
Fala-se hoje, sobre: crise existencial, crise financeira, crise profissional, crise conjugal, crise familiar, crise espiritual, crise política, crise educacional, crise moral, crise ética, crise religiosa e outras mais.

Mas, o que é crise?

Crise ( do grego κρίσις,-εως,ἡ translit. krisis; em português, distinção, decisão, sentença, juízo, separação)Crise significa "decisão" ou "separação", entre uma situação e outra...

No campo da Psicologia, em particular da Psicologia do Desenvolvimento, o conceito de crise é explicado como toda a situação demudança a nível biológico, psicológico ou social, que exige da pessoa ou do grupo, um esforço suplementar para manter o equilíbrio ou estabilidade emocional. Corresponde a momentos da vida de uma pessoa ou de um grupo em que há ruptura na sua homeostase psíquica e perda ou mudança dos elementos estabilizadores habituais.

A crise pode ser definida como uma fase de perda, ou uma fase de substituições rápidas, em que se pode colocar em questão o equilíbrio da pessoa. Torna-se, então, muito importante a atitude e comportamento da pessoa face a momentos como este. É fundamental a forma como os componentes da crise são vividos, elaborados e utilizados subjectivamente.

A evolução da crise pode ser benéfica ou maléfica, dependendo de fatores que podem ser tanto externos, como internos. Toda crise conduz necessariamente a um aumento da vulnerabilidade, mas nem toda crise é necessariamente um momento de risco. Pode, eventualmente, evoluir negativamente quando os recursos pessoais estão diminuídos e a intensidade do stress vivenciado pela pessoa ultrapassa a sua capacidade de adaptação e de reação.

Mas a crise é vista, de igual modo, como uma ocasião de crescimento. A evolução favorável de uma crise, conduz a um crescimento, à criação de novos equilíbrios, ao reforço da pessoa e da sua capacidade de reação a situações menos agradáveis.

Mas, como podemos crescer na crise?
Apresento aqui, três atitudes que precisamos ter para vencer a crise, crescer nela:

01. Tenha domínio próprio:
Há problemas que nos deixam com uma profunda sensação de impotência de impotência... É por isso, que perdemos o controle. portanto, o primeiro conselho nesse sentido, é que precisamos manter sempre o controle em meio a crise.

02. Descubra os pontos positivos na adversidade:
Toda crise tráz consigo algo de positivo para nós. Richard Bach, afirmou certa vêz, que: "não há problemas que não lhe tragam nas mãos um presente." Por isso é importante ter uma atitude positiva, para que possamos identificar pontos positivos em meio as crises.

03. Acredite em seu potencial:
Algumas pessoas não conseguem superar as dificuldades, porque param de acreditar que é possível dar a volta por cima. Como bem afirmou o professor João José Forne em seu site, Comunicação & crise, Crises acontecem por falta de ações preventivas. Portanto, acredite em seu potencial, e não desista de lutar, diante dos problemas.



segunda-feira, 8 de novembro de 2010

MUSICOTERAPIA


Musicoterapia é a utilização da música e/ou de seus elementos constituintes, ritmo, melodia e harmonia, por um musicoterapeuta qualificado, com um cliente ou grupo, em um processo destinado a facilitar e promover comunicação, relacionamento, aprendizado, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, a fim de atender as necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas. A musicoterapia busca desenvolver potenciais e/ou restaurar funções do indivíduo para que ele ou ela alcance uma melhor qualidade de vida, através de prevenção, reabilitação ou tratamento. (World Federation of Music Therapy)

Indicações

Os musicoterapeutas trabalham com uma gama variada de pacientes. Entre estes estão incluídas pessoas com dificuldades motoras, autistas, pacientes com deficiência mental, paralisia cerebral, dificuldades emocionais, pacientes psiquiátricos, gestantes e idosos. O trabalho musicoterápico pode ser desenvolvido dentro de equipas de saúde multidisciplinares, em conjunto com médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e educadores.Também pode ser um processo autônomo realizado em consultório.

O uso da música como método terapêutico vem desde o início da história humana. Alguns dos primeiros registros a esse respeito podem ser encontrados na obra de filósofos gregos pré-socráticos.

A sistematização dos métodos utilizados só começou, no entanto, após a Segunda Guerra Mundial, com pesquisas realizadas nos Estados Unidos. O primeiro curso universitário de musicoterapia foi criado em 1944 na Michigan State University.


Processo

O processo da musicoterapia pode se desenvolver de acordo com vários métodos. Alguns são receptivos, quando o musicoterapeuta toca música para o paciente. Este tipo de sessão normalmente se limita a pacientes com grandes dificuldades motoras ou em apenas uma parte do tratamento, com objetivos específicos. Na maior parte dos casos a musicoterapia é ativa, ou seja, o próprio paciente toca os instrumentos musicais, canta, dança ou realiza outras atividades junto com o terapeuta. A forma como o musicoterapeuta interage com os pacientes depende dos objetivos do trabalho e dos métodos que ele utiliza. Em alguns casos as sessões são gravadas e o terapeuta realiza improvisações ou composições sobre os temas apresentados pelo paciente. Alguns musicoterapeutas procuram interpretar musicalmente a música produzida durante a sessão. Outros preferem métodos que utilizem apenas a improvisação sem a necessidade de interpretação. Os objetivos da produção durante uma sessão de musicoterapia são não-musicais, por isso não é necessário que o paciente possua nenhum treinamento musical para que possa participar deste tratamento.

O musicoterapeuta, por outro lado, devido às habilidades necessárias à condução do processo terapêutico, precisa ter proficiência em diversos instrumentos musicais. Os mais usados são o violão, o piano (ou outros instrumentos com teclado) e instrumentos de percussão.

Musicoterapeuta

O profissional responsável por conduzir o processo musicoterápico é chamado musicoterapeuta. A formação desse profissional é feita em cursos de graduação em musicoterapia ou como especialização para profissionais da área de música ou saúde (músicos, professores de música, médicos ou psicólogos). Em alguns países a musicoterapia também pode ser parte de uma formação em arteterapia, que envolve, além da música, técnicas de artes plásticas e dança.

A formação do musicoterapeuta inclui teoria musical, canto, prática em ao menos um instrumento harmônico (piano ou violão), instrumentos melódicos (principalmente flauta) e percussão.

Também faz parte da formação do musicoterapeuta o conhecimento da anatomia e fisiologia humana, psicologia, filosofia e noções de expressão artística, expressão corporal, dança, técnicas grupais e métodos de educação musical como o Método Orff ou o Método Kodály.

O dia do musicoterapeuta é comemorado no Brasil em 15 de setembro.

Estilos musicais

A intervenção terapêutica pode vir associada à outras técnicas como relaxamento progressivo, treinamento autógeno, reiki, yoga ou acupuntura. Apesar de haver um sub-entendido consenso sobre os benefícios da música clássica ou a música psicodélica eletrônica de sons contínuos ou no caso de acupuntura e yoga indiana associada à meditação assim como a música da China é sabido que o efeito da música sobre o paciente depende de sua história de convivência com os diversos estilos musicais por um processo de condicionamento estético e/ou vivência por ventura associadas.

Por outro lado os musicoterapeutas na sua formação estudam os efeitos hipnóticos dos ritmos repetidos a associação de rítmos ao transe e êxtase místico e]ou o seu efeito sobre as emoções humanas, relativamente bem conhecidos como por exemplo por produtores da música de filmes (suspense, ação, sensualidade, etc) e peças teatrais incluindo a ópera. Recentemente uma das maiores aplicações dé sucesso reconhecido da musicoterapia tem sido o tratamento da dor crõnica e stresse pós traumático.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

TECNICAS USADAS NAS VARIAS PSICOTERAPIAS BREVE


Técnicas e intervenções empregadas nas várias psicoterapias breves

Aqui estão algumas das técnicas que tenho estudado no meu curso de Psicanálise Clínica:

Ab-reação. Essa técnica é usada por muitos psicólogos. Essa técnica pode ser relacionada á catarse, que consiste em fazer o paciente trazer o pensamento inconsciente para o consciente.

Atividade do terapeuta. Essa atividade consiste em discutir com o paciente sobre os seus problemas em termos simples, procurando convencê-lo de que não é responsável quando o sentimento de culpa é exagerado, pré escrever um horário compulsivo e um regime de atividade máxima com a responsabilidade de trazer um relato diário de suas atividades, ou seja um histórico completo e concreto. O terapeuta pode solicitar do paciente o desempenho de inúmeras tarefas simples que exijam esforço intenso, sendo recomendado comer o mínimo possível; um regime que visa ajudar o paciente a desviar a sua atenção dos sentimentos depressivos para concentrar-se em atividades específicas e assim aliviar a tensão num nível concreto e mais primitivo.

Aconselhamento. Esta técnica implica em estabelecer um programa de ação direta e total. Que ao meu ver exige do terapeuta uma certa habilidade, para não transparecer ao paciente um procedimento autoritário. Por meio dessa técnica, o terapêutica tem a oportunidade de fazer recomendações, acompanhamento necessário, e sempre ficando com o controle do tratamento.

A estimulação ou provocação da ansiedade, que tem por objetivo aumentar a tensão do paciente.

Supressão da ansiedade, que é usada sempre que a personalidade do paciente é considerada mito frágil, para enfrentar a intensificação da ansiedade.

Treinamento da afirmação, que consiste em treinar o paciente para que expresse as “manifestações sociamente aceitáveis dos direitos e sentimentos pessoais”

Catarse, essa técnica é um processo pelo qual o paciente transporta um impulso ou pensamento inconsciente para o consciente.

Confrontação, essa é uma técnica ativa, na qual o paciente é confrontado com o seu comportamento atual.

Técnicas educativas, consiste em ensinar ao paciente a habilidade ou domínio que o terapeuta percebe como sendo importante para atingir a estabilidade.

Terapia da familiar. Visa entre essencialmente promover uma interação do paciente com os membros da família. A linha de intervenção mais breve indicada é a de trazer a família em conjunto para uma discussão grupal que esclareça o problema em comum e o resolva.

Terapia de grupo. Uma técnica grandemente usada, tano de forma exclusiva, quanto associada a terapia individual. A terapia de grupo segundo Klein e Lindermann, é uma intervenção preventiva...

Orientação e aconselhamento. É também uma técnica importante, reconhecida como válida nos procedimentos breves, pois proporciona o encorajamento do paciente no sentido de adquirir novas experiências de vida.

Visita domicialiares. Pode ser utilizada às pessoas com distúrbio emocional..

Alguns terapeutas, como Wolberg, defende também o uso da Hipnose nos tratamentos breves. Ele entende que a hipnose melhora o relacionamento entre paciente e terapeuta, criando uma atmosfera positiva, aumentando assim a sugestibilidade do paciente pela maior influencia do terapeuta. Wolberg defende a hipnose baseada em quatro níveis: 1. Exercício de respiração profunda, 2. Relaxamento muscular progressivo, 3. Visualização de uma cena descontraída 4. Contagem lenta até 20. Bellak e Small também recomendam o uso da hipnose, para facilitar a comunicação, mas adverte quanto a necessidade de cuidado, é aconselhável até evitar o uso desta técnica quando o paciente apresenta iminência de desenvolver estados de dissociação ou são paranóicos.

Interpretação. Radicionalmente a psicoerapia tem utilizado a interpretação, como uma técnica para alcançar a melhora ou a cura. Segundo Coleman, a interpretações podem ser organizadas em três grupos: 1. A interpretação exata – quando o momento e a área interpretados estão corretas e o paciente reage rapidamente. 2. Interpretação correta – quando não está ao nível do conflito atual. 2. A interpretação inexata – quando ela se torna um forma de sugestão.

Quero deixar aqui a minha gratidão pelo amigo, irmão e colega Pr. Daniel Barbosa de Melo, que muito te me incentivado a estudar. Sou grato a Deus por sua vida.

Além dessas há a outras técnicas que podem ser utilizadas, e trás bons resultados na psicoterapia breve.