sábado, 10 de setembro de 2011

NEUROSES



DEFINIÇÃO:

O termo neurose (do grego neuron (nervo) e osis (condição doente ou anormal)

Este termo foi criado pelo médico escocês William Cullen em 1787 para indicar "desordens de sentidos e movimento" causadas por "efeitos gerais do sistema nervoso". Na psicologia moderna, é sinônimo de psiconeurose ou distúrbio neurótico e se refere a qualquer transtorno mental que, embora cause tensão, não interfere com o pensamento racional ou com a capacidade funcional da pessoa. Essa é uma diferença importante em relação à psicose, que causa uma desordem mais severa.

Neuroses são quadros patológicos psicogênicos (ou seja, de origem psíquica), muitas vezes ligados a situações externas na vida do indivíduo, os quais provocam transtornos na área mental, física e/ou da personalidade. De acordo com a visão psicanalítica, as neuroses são fruto de tentativas ineficazes de lidar com conflitos e traumas inconscientes. O que distingue a neurose da normalidade é assim (1) a intensidade do comportamento e (2) a incapacidade do doente de resolver os conflitos internos e externos de maneira satisfatória [1].

O conceito de neurose está assim intimamente ligado à teoria nosológica psicanalítica, ou seja, à maneira como a psicanálise explica a origem e o desenvolvimento dos transtornos mentais. Por isso psicólogos oriundos de outras escolas, sobretudo da terapia cognitivo-comportamental, foram levados a criticar o termo: como tais psicoterapeutas não trabalham com os conceitos psicanalíticos, um diagnóstico de neurose não tem para eles nenhum sentido prático. Essa crítica levou a uma modificação dos sistemas de classificação de doenças: os atuais sistemas de classificação dos transtornos mentais abandonaram uma abordagem nosológica e adotaram uma descritiva. Isso significa que os transtornos não são mais classificados pela suposta origem do transtorno (por esta ser controversa), mas por seus sintomas observáveis (por estes serem unânimes). Assim, na CID-9 havia uma categoria "Neuroses" de transtornos mentais própria, já com a publicação da CID-10 em 1994 o termo passou a ser usado apenas descritivamente (e não mais "neuroses", mas "transtorsnos neuróticos") e não para todas as categorias que ele tradicionalmente designava[1][2].

TIPOS DE NEUROSES:

Habitualmente, são descritas cinco neuroses principais: neurose de angústia, com ansiedade fóbica considerada separadamente, histeria, neurose obsessiva e depressão neurótica.

(Posteriormente iremos falar especificamente sobre cada um desses problemas)



domingo, 14 de agosto de 2011

Gestão - As Cinco Lições de Ouro

Conheça As Cinco Lições de Ouro


Lição No.1 - Gestão do Conhecimento

Um homem está entrando no chuveiro enquanto sua mulher acaba de sair dele e está se enxugando.
A campainha da porta toca. Depois de alguns segundos de discussão para ver quem iria atender a porta a mulher desiste se enrola na toalha e desce as escadas. Quando ela abre a porta, vê o vizinho Bob em pé na soleira. Antes que ela possa dizer qualquer coisa, Bob diz: "Eu lhe dou 800 dólares se você deixar cair esta toalha." Depois de pensar por alguns segundos, a mulher deixa a toalha cair e fica nua. Bob então entrega a ela os 800 dólares prometidos e vai embora. Confusa, mas excitada com sua sorte, a mulher se enrola de novo na toalha e volta para o quarto. Quando ela entra no quarto, o marido grita do chuveiro "Quem era?" "Era o Bob, o vizinho da casa ao lado." - diz ela. "Ótimo! Ele lhe deu os 800 dólares que ele estava me devendo?"

Moral da história:
Se você compartilha informações a tempo você pode prevenir exposições desnecessárias!!!


Lição No.2 - Chefia e Liderança

Dois funcionários e o gerente de uma empresa saem para almoçar e na rua encontram uma antiga lâmpada a óleo. Eles esfregam a lâmpada e de dentro dela sai um gênio.
O gênio diz: "Eu só posso conceder três desejos, então, concederei um a cada um de vocês". "Eu primeiro, eu primeiro." grita um dos funcionários. "Eu quero estar nas Bahamas dirigindo um barco, sem ter nenhuma preocupação na vida!" Puf! e ele se foi. O outro funcionário se apressa a fazer o seu pedido:" Eu quero estar no Havaí, com o amor da minha vida e um provimento interminável de pinas coladas!" Puf e ele se foi. "Agora você" diz o gênio para o gerente. "Eu quero aqueles dois de volta ao escritório logo depois do almoço." - diz o gerente.
Moral da História:

Deixe sempre o seu chefe falar primeiro.


Lição Nº 3 - Zona de Conforto

Um corvo está sentado numa árvore o dia inteiro sem fazer nada.
Um pequeno coelho vê o corvo e pergunta: "Eu posso sentar como você e não fazer nada o dia inteiro?" O corvo responde: "Claro, porque não?" O coelho senta no chão embaixo da árvore e relaxa. De repente uma raposa aparece e come o coelho.
Moral da História:

Para ficar sentado sem fazer nada, você deve estar sentado bem no alto.



Lição Nº 4 - Motivação

Na África todas as manhãs uma gazela acordava sabendo que ela deveria conseguir correr mais do que o leão se quisesse se manter viva.
Todas as manhãs o leão acordava sabendo que deveria correr mais do que a gazela se não quisesse morrer de fome.
Moral da História:

Não faz diferença se você é gazela ou leão, quando o sol nascer você deve começar a correr.


Lição Nº 5 - Criatividade

Um fazendeiro resolve colher algumas frutas em sua propriedade, pega um balde vazio e segue rumo às árvores frutíferas. No caminho ao passar por uma lagoa, ouve vozes femininas que provavelmente invadiram suas terras.
Ao se aproximar lentamente, observa várias garotas nuas se banhando na lagoa, quando elas percebem a sua presença, nadam até a parte mais profunda da lagoa e gritam: nós não vamos sair daqui enquanto você não deixar de nos espiar e for embora. O fazendeiro responde: eu não vim aqui para espiar vocês, eu só vim alimentar os jacarés !
Moral da História:

A criatividade é o que faz a diferença na hora de atingirmos nossos objetivos.

domingo, 19 de junho de 2011

DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS


Nesse artigo, vamos compartilhar sobre as doenças psicossomáticas que sido uma realidade. A sociedade em geral, constantemente passa por desajustes sociais em vários aspectos da vida humana. Criança, adolescentes, adultos e idosos, são vítimas de problemas psicossomáticos.

A expressão “psicossomático” significa uma relação de mente e corpo: Psiquê (Mente) e Soma (Corpo). A doença psicossomática é definida como complicações na saúde do corpo geradas por problemas de origem psíquica. Os fatores psicológicos passam a influir no metabolismo do corpo e as conseqüências são reais.

Nunca foi tão utilizado o termo “stress” como nos dias atuais. A humanidade parece ter perdido o controle daquilo que gerou e conquistou através dos tempos, mas mesmo assim, continua correndo atrás de uma existência melhor e mais prática e mais sadia, no entanto, o quadro das doenças mentais no mundo inteiro faz soar um aviso que esta corrida esta indo em direção a um caos iminente.

Metade dos leitos dos hospitais nos E.U.A. é ocupado por pessoas com doenças mentais, em muitos casos, enfrentando todos os tipos de fobias. O Brasil também não apresenta um quadro diferente dos E.U.A. Enquanto o tratamento for apenas com relação aos medicamentos que combatem os efeitos no corpo, deixando de lado a origem real no estado emotivo da pessoa, os resultados serão sempre ineficientes.

As Fobias Mais Comuns São:

Acrofobia – Medo de altura

Aerofobia – medo de avião (medo de voar)

Aracnofobia – Medo de aranhas

Astrofobia – Medo de raios

Agorafobia – Medo de estar em público (medo de ir ao supermercado, restaurante, etc)

Belonofobia – Medo de agulhas

Claustrofobia – Medo de espaços fechados

Hematofobia – Medo de sangue

Hipofobia – Medo de cavalos

Literofobia – Medo da escola, leitura

quarta-feira, 1 de junho de 2011

ESTRUTURA DA PERSONALIDADE


As observações de Freud a respeito de seus pacientes revelaram uma série interminável de conflitos e acordos psíquicos. A um instinto opunha-se outro; proibições sociais bloqueavam pulsões biológicas e os modos de enfrentar situações frequentemente chocavam-se uns com os outros. Ele tentou ordenar este caos aparente propondo três componentes básicos estruturais da psique: o ID, o EGO e o SUPEREGO.

O Id – O Id “contém tudo que é herdado, que se acha presente no nascimento, que está presente na constituição – acima de tudo, portanto, os instintos que se originam da organização somática e que aqui, no id, encontram uma primeira expressão psíquica, sob formas que nos são desconhecidas” (1940, livro 7, pp. 17-18 na ed. bras.). É a estrutura da personalidade original, básica e mais central, expostas tanto às exigências somáticas do corpo como aos efeitos do ego e do superego. Embora as outras partes da estrutura se desenvolvam a partir do id, ele próprio é amorfo, caótico e desorganizado. “as leis lógicas do pensamento não se aplicam ao id... impulsos contrários existem lado a lado, sem que um anule o outro, ou sem que um diminua o outro” (1933, livro 28, p. 94 na ed. bras.). O id é o reservatório de energia de toda a personalidade.

O id pode ser associado a um rei cego cujo poder e autoridade são cerceadores, mas que depende de outros para distribuir e usar de modo adequado o seu poder.

Os conteúdos do id são quase todos inconscientes, eles incluem configurações mentais que nunca se tornaram conscientes, assim como o material que foi considerado inaceitável pela consciência. Um pensamento ou uma lembrança, excluído da consciência e localizado nas sombras do id, é mesmo assim capaz de influenciar a vida mental de uma pessoa. Freud ressaltou o fato de que materiais esquecidos conservam o poder de agir com a mesma intensidade, mas sem controle consciente.

O Ego – O ego é a parte do aparelho psíquico que está em contato com a realidade externa. Desenvolve-se a partir do id, à medida que o bebê torna-se cônscio de sua própria identidade, para atender e aplacar as constantes exigências do id. Como a casca de uma árvore, ele protege o id mas extrai dele a energia, a fim de realizar isto. Tem a tarefa de garantir a saúde, segurança e sanidade da personalidade. Freud descreveu suas várias funções em relação com mundo externo e com o mundo interno, cujas necessidades procura satisfazer.

São estas as principais características do ego: em conseqüências da conexão pré estabelecida entre a percepção sensorial e a ação muscular, o ego tem sob seu comando o movimento voluntário. Ele tem a tarefa de autopreservação. Com referência aos acontecimentos externos desempenha essa missão dando-se conta dos estímulos externos, armazenando experiências sobre eles (na memória), evitando estímulos excessivamente internos (mediante a fuga), lidando com estímulos moderados (através da adaptação) e, finalmente, aprendendo a produzir modificações convenientes no mundo externo, em seu próprio benefício (através da atividade). Com referência aos acontecimentos internos, em relação ao id, ele desempenha essa missão obtendo controle sobre as exigências dos instintos, decidindo se elas devem ou não ser satisfeitas, adiando essa satisfação para ocasiões e circunstâncias favoráveis no mundo externo ou suprimindo inteiramente as suas excitações. É dirigido, em sua atividade, pelas considerações das tensões produzidas pelos estímulos; despejam estas tensões nele presentes ou não ou são nele introduzidas. A elevação dessas tensões é, em geral, sentida com desprazer e o seu abaixamento como prazer... o ego se esforça pelo prazer e busca evitar o desprazer (1940, livro 7, pp. 18-19 na ed. bras.).

Assim, o ego é originalmente criado pelo id na tentativa de enfrentar a necessidade de reduzir a tensão e aumentar o prazer. Contudo, para fazer isto, o ego, por sua vez, tem de controlar ou regular os impulsos do id de modo que o indivíduo possa buscar soluções menos imediatas e mais realistas.

Um exemplo pode ser o de um encontro heterossexual. O id sente uma tensão que surge da excitação sexual insatisfeita e poderia reduzir esta tensão através da atividade sexual direta e imediata. O ego tem que determinar quanto da expressão sexual é possível e como criar situações em que o contato sexual seja o mais satisfatório possível. O id é sensível à necessidade, enquanto o ego responde às oportunidades.

O Superego – Esta última parte da estrutura da personalidade se desenvolve não a partir do id, mas a partir do ego. Atua como um juiz ou censor sobre as atividades e pensamentos do ego. É o depósito dos códigos morais, modelos de conduta e dos construtos que constituem as inibições da personalidade. Freud descreveu três funções do superego: consciência, auto-observação e formação de idéias.Enquanto consciência, o superego age tanto para restringir, proibir ou julgar a atividade consciente; mas também age inconscientemente. As restrições inconscientes são indiretas, aparecendo como compulsões ou proibições. “Aquele que sofre (de compulsões e proibições) comporta-se como se estivesse dominado por um sentimento de culpa, do qual, entretanto, nada sabe” (1907, livro 31, p. 17 na ed. bras.).

A tarefa de auto-observação surge da capacidade do superego de avaliar atividades independentemente das pulsões do id para tensão-redução e independentemente do ego, que também está envolvido na satisfação das necessidades. A formação de idéias está ligada ao desenvolvimento do próprio superego. Ele não é, como se supõe às vezes, uma identificação com um dos pais ou mesmo seus comportamentos: “O superego de uma criança é com efeito construído segundo o modelo não de seus pais, mas do superego de seus pais; os conteúdos que ele encerra são os mesmos e torna-se veículo da tradição e de todos os duradouros julgamento de valores que dessa forma se transmitiram de geração em geração” (1933, livro 28, p. 87 na ed. bras.).

(Daniel Barbosa de Melo, Psicanalista Clínico e diretor do CETEL)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

MENSAGENS QUE EDIFICAM


Esta obra está dividida em duas partes:
A primeira, trata-se de uma série de mensagem que o Senhor tem nos concedido, mensagens que foram transmitidas em nossa igreja, e em outras que tenho a oportunidade de pregar.

A segunda parte, é um guia de orientação, no qual apresenta de forma simples e clara, os passos para a preparação de um sermão.

Espero que venha contribuir positivamente para a edificação espiritual e auxílio àqueles que desejam aprimorar os seus conhecimentos nessa área.


Para adquirir o "mensagens que Edificam", entre em contato conosco.
Escreva para: Pr. José Nilton Barbosa
Pç Abias dos Santos Azevedo,544/ Bairro do hospital
Cep 46100-000 /Brumado-BA
ou pelos telefones: (77) 3441 5385 / 88015556

sábado, 5 de março de 2011

ESTUDOS SOBRE A HISTERIA

José Nilton Barbosa - Psicanalista Clínico

Alguns autores acreditam que a histeria se modifica conforme o contexto sócio-cultural vigente em cada época. A histeria é tão plástica proteiforme que de alguma forma, ela está presente em todas as psicopatologias, sendo que a compreensão dos psicanalistas deixou de ser unicamente da psicodinâmica dos conflitos sexuais reprimidos, mas também como uma expressão de problemas relacionados e comunicacionais (Zimerman, 1999).

Bergeret (2005) fala da estreita relação da histeria com o corpo. A histeria leva plenamente em conta a onipotência da pulsão e assume suas conseqüências “da percepção vertiginosa de seu limite extremo, o desejo de desejo insatisfeito, a sua incorporação maior, a saber, a fantasia incestuosa. É nesse sentido que, com a histeria toda pulsão irá se tornar incestuosa” (Bergeret, 2006, p. 149)

Na raiz dos Estudos sobre a histeria encontra-se uma observação acidental, ponto de origem que conduz a uma descoberta; esse fato primeiro, depois convertido em teoria, irá impulsionar uma série de outras descobertas que nos remetem novamente ao ponto de origem. As idéias irão progredir como se cada transformação do pensamento redescrevesse com novas palavras a fórmula fundamental anunciada na “Comunicação Preliminar”, segundo a qual “os histéricos sofrem predominantemente de reminiscências” (Breuer & Freud, 1891/1991, p. 31).

Por meio desse gesto curioso que nos devolve à origem do livro, Freud e Breuer parecem ter incorporado à investigação teórica um traço do próprio tratamento que aplicam aos pacientes, pois,

se a terapia catártica procura resgatar para o paciente uma lembrança traumática que está na origem da doença, todo avanço teórico deve está acompanhado por um retorno a este começo da teoria, algo que se faz notar nas passagens em que este artigo de abertura é citado: quanto mais reafirmam o valor deste começo, mais eles terminam por afastar-se de seu conteúdo. A idéia de uma simples “retomada” da “Comunicação Preliminar” perde a nitidez se consideramos que a referência ao passado serve mais para aproximá-lo de um novo presente que ilumina a descoberta inicial. Trata-se, enfim, de uma reinvenção do começo. Tentaremos compreender nestes termos o comentário de Freud sobre os primórdios do livro em seu capítulo final:

A histeria foi causadora de muitas polêmicas durante séculos. Vários estudiosos como Charcot, Breuer e Freud, reuniram-se para um estudo dos sintomas somáticos que tal doença causava.

Mas, foi Freud quem descobriu no caso da histeria, conversões chamadas de traços etiopatogênicos importantes, onde a crise emocional emergia sob forma de conversões que até hoje são vistas, mas com grau menos intenso. Freud dá um certo lugar a histeria.

Estudos mais específicos sobre a histeria, foram realizados.

E o primeiro a estudar sobre esse assunto foi Jean Charcot (1825-1893) ele começou a sua investigação de forma metódica dos sistemas histéricos, através do método de observação clínica. Com esse estudo ele forneceu uma descrição esquemática de um ataque histérico, que se divide em três fazes: Fase epileptóide, fase dos movimentos amplos, fase alucinatpória e faze do delírio terminal, Concluindo que o elemento degenerativo era a base comum de todos os sintomas da histeria.

Benheim, um dos discípulos de Charcot, concluiu que todos os fenômenos descritos por seu mestre, como histéricos, podiam ser desenvolvidos por via sugestiva. Assim a sugestão não é propriamente um fenômeno histérico, mas faz parte em maior ou menor grau do acervo psicológico do homem.

Baninski, um outro estudioso do assunto, separou a histeria patológica nervosa, aproximando a sugestão hipnótica, como um efeito da persuasão. Para Babinski, a essência da histeria é a sugestão. Ele estabeleceu como axioma que, “O Histérico , é tudo aquilo que vem pela sugestão e é removido pela persuasão”.

Pierre Janet, procurou estudar a relação entre a histeria, a hipnose e a auto-motivação psicológica desenvolvendo sobre a primeira os conceitos de “tensão psicológica” e “dissolução” e “sub-consciência”. Para ele, esse abaixamento se constitui num defeito pessoal, indicador de deficiência constitucional, em que a estrutura das consciência do histérico está fundamentalmente alterada, possuindo uma atitude para viver intensamente as imagens e para hipnotizar-se por elas.

Freud estudou a histeria partindo da idéia de que os sintomas da mesma, se originavam no inconsciênte dos enfermos. Ele mostrou em síntese, que a maioria dos fenômenos histéricos era o resultado de repressão no inconsciente dos sentimentos, desejos e temores que expressam.

Mas tarde, essa teoria de Freud foi aplicada como um recurso da idéia de “repressão”, por entenderem que a neurose histérica está caracterizada desde a sua estrutura até a fase edipiana genital. Com base nessa idéia, a histeria seria então considerada uma neurose edípica.

A personalidade histérica, se apresenta mais nas mulheres que nos homens, com seu caráter em três aspectos fundamentais, como: Sugestionalidade, Mitomonia e Alterações Sexuais.

Para Kretschmer, toda pessoa com um sistema nervoso débil ou com uma situação extrema, é capaz de produzir um ataque de estados histéricos.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

COMO CRESCER NA CRISE



Crise, é um termo utilizado para referir-se a problemas em diversas áreas.
Fala-se hoje, sobre: crise existencial, crise financeira, crise profissional, crise conjugal, crise familiar, crise espiritual, crise política, crise educacional, crise moral, crise ética, crise religiosa e outras mais.

Mas, o que é crise?

Crise ( do grego κρίσις,-εως,ἡ translit. krisis; em português, distinção, decisão, sentença, juízo, separação)Crise significa "decisão" ou "separação", entre uma situação e outra...

No campo da Psicologia, em particular da Psicologia do Desenvolvimento, o conceito de crise é explicado como toda a situação demudança a nível biológico, psicológico ou social, que exige da pessoa ou do grupo, um esforço suplementar para manter o equilíbrio ou estabilidade emocional. Corresponde a momentos da vida de uma pessoa ou de um grupo em que há ruptura na sua homeostase psíquica e perda ou mudança dos elementos estabilizadores habituais.

A crise pode ser definida como uma fase de perda, ou uma fase de substituições rápidas, em que se pode colocar em questão o equilíbrio da pessoa. Torna-se, então, muito importante a atitude e comportamento da pessoa face a momentos como este. É fundamental a forma como os componentes da crise são vividos, elaborados e utilizados subjectivamente.

A evolução da crise pode ser benéfica ou maléfica, dependendo de fatores que podem ser tanto externos, como internos. Toda crise conduz necessariamente a um aumento da vulnerabilidade, mas nem toda crise é necessariamente um momento de risco. Pode, eventualmente, evoluir negativamente quando os recursos pessoais estão diminuídos e a intensidade do stress vivenciado pela pessoa ultrapassa a sua capacidade de adaptação e de reação.

Mas a crise é vista, de igual modo, como uma ocasião de crescimento. A evolução favorável de uma crise, conduz a um crescimento, à criação de novos equilíbrios, ao reforço da pessoa e da sua capacidade de reação a situações menos agradáveis.

Mas, como podemos crescer na crise?
Apresento aqui, três atitudes que precisamos ter para vencer a crise, crescer nela:

01. Tenha domínio próprio:
Há problemas que nos deixam com uma profunda sensação de impotência de impotência... É por isso, que perdemos o controle. portanto, o primeiro conselho nesse sentido, é que precisamos manter sempre o controle em meio a crise.

02. Descubra os pontos positivos na adversidade:
Toda crise tráz consigo algo de positivo para nós. Richard Bach, afirmou certa vêz, que: "não há problemas que não lhe tragam nas mãos um presente." Por isso é importante ter uma atitude positiva, para que possamos identificar pontos positivos em meio as crises.

03. Acredite em seu potencial:
Algumas pessoas não conseguem superar as dificuldades, porque param de acreditar que é possível dar a volta por cima. Como bem afirmou o professor João José Forne em seu site, Comunicação & crise, Crises acontecem por falta de ações preventivas. Portanto, acredite em seu potencial, e não desista de lutar, diante dos problemas.