segunda-feira, 25 de julho de 2016

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quarta-feira, 18 de maio de 2016

CONHEÇA AS FOBIAS, E COMO VENCE-LAS



Falar de fobia, é falar de um problema mais comum que se imagina. A fobia, ou medo persistente de algo...  Não são poucas as pessoas que sofrem esse problema. Se você que está lendo agora sofre com fobia, espero que esse tema venha ajuda-lo.

Podemos definir a fobia, como um medo persistente e sem razão, de um determinado objeto, animal, atividade ou situação que represente pouco ou nenhum perigo real, que justifique a ansiedade extrema.

A DIERENÇA ENTRE A FOBIA E ANCIEDADE:
A Fobia em si, nem sempre é uma doença. Pode ser apenas um sintoma de outra causa subjacente – normalmente é um transtorno mental. Daí podemos observar, que o medo sentido por pessoas que têm fobia é completamente diferente da ansiedade natural dos seres humanos.
O medo, por si só, é uma reação psicológica e fisiológica, que surge como resposta a possibilidade de ameaça ou alguma situação de perigo. Ao passo que a fobia não segue uma lógica ou seja não há uma razão, tornando a ansiedade algo incoerente com o perigo real que aquilo representa.
Normalmente a fobia é de longa duração, e provoca intensas reações físicas e psicológicas, podendo até comprometer seriamente a qualidade de vida da pessoa.

Tipos de Fobias
 É difícil definir o número de fobias. Segundo os dicionários médicos há muitas centenas. As fobias, tem seus nomes derivados da conjunção do nome grego que indica a coisa temida ao sufixo fobia.
As fobias, vão desde o medo intenso de lugares cheios de pessoas (agorafobia) ou de situações sociais (fobia social), até o medo de animais, objetos ou situações específicas (fobia simples).
1. A agorafobia: inclui medo de espaços abertos, da presença de multidões, da dificuldade de escapar rapidamente para um local seguro (em geral a própria casa). A pessoa pode ter medo de sair de casa, de entrar em uma loja ou shopping, de lugares onde há; multidões, de viajar sozinho. Muitas pessoas referem um medo aterrorizante de se sentirem mal e serem abandonadas sem socorro em público. Muitas pessoas com agorafobia apresentam também o transtorno de pânico.  

2. Fobia social: é aquela em que a pessoa tem medo de se expor a outras pessoas que se encontram em grupos pequenos. Isto pode acontecer em reuniões, festas, restaurantes e outros locais. As vezes são situações restritas a uma situação, como por exemplo, comer ou falar em publico, assinar um cheque na presença de outras pessoas ou encontrar-se com alguém do sexo oposto. Pessoas há que apresentam também baixa auto-estima e medo de críticas. Usualmente a pessoa nessas situações apresenta rubor na face, tremores, náuseas. Em casos extremos pode levar a pessoa a isolar-se completamente do convívio em sociedade.

3. Fobias especificas (ou isoladas): são aquelas restritas a uma situação ou objeto altamente específicos, tais como, animais inofensivos (zoofobia), altura (acrofobia), trovões e relâmpagos (astrofobia), voar, espaços fechados (claustrofobia), doenças (nosofobia), dentista, sangue, entre outros.
De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais, a fobia simples pode ser dividida em, pelo menos, cinco categorias:
·                     Sangue, injeções ou feridas
·                     Aspectos do ambiente natural (trovoadas, terremotos, etc.)
·                     Animais (aranhas, cobras, sapos, etc.)
·                     Situações (alturas, andar de avião, elevador ou metrô, etc.)
·                     Outros tipos (medo de vomitar, contrair uma doença, etc.).

As Causas das Fobias
A causa de muitas fobias ainda é desconhecida pelos médicos. contudo, há fortes indícios de que a fobia em muitas pessoas pode estar relacionada ao histórico familiar, levando a crer que fatores genéticos possam representar um papel importante na origem do medo persistente e irracional.
As fobias também podem ter uma ligação direta com certos traumas e situações passadas. A maioria dos problemas psicológicos é motivados por dificuldades que uma pessoa enfrentou ao longo da vida. Todas as pessoas passam por momentos difíceis, e algumas delas desenvolvem, com o tempo, sentimentos de angústia que no decorrer do tempo, tende a evoluir para um quadro de fobia.
Apesar dessas causas, não estarem totalmente esclarecidas, os médicos e psiquiatras acreditam que há uma série de fatores, como:

Idade - Alguns tipos de fobia se desenvolvem cedo, geralmente na infância. Outras ocorrem durante a adolescência e há aquelas que também surgem no início da vida adulta, até por volta dos 35 anos de idade.

Histórico familiarEstá provado, que se alguém de sua família tiver algum tipo fobia, você tem mais chances de desenvolvê-la. Esta poderia ser uma tendência hereditária, mas muitos especialistas acreditam que uma criança pode aprender e adquirir uma fobia, somente observando as reações de uma pessoa próxima, da mesma família, a alguma situação de pouco ou nenhum perigo.

TemperamentoOutra possibilidade de se desenvolver uma fobia específica está no temperamento. Se você tiver temperamento difícil, for sensível e tiver um comportamento mais inibido e retraído do que o normal, isso pode leva-lo a desenvolver esse problema.

Evento traumático - Uma situação traumática ou uma série de eventos traumáticos que uma pessoa passe ao longo da vida, podem levar a desenvolver um tipo de fobia.

Dependem muito do tipo de fobia que você tem. Todavia, independentemente do tipo, algumas características são comuns em todos os indivíduos que apresentam fobias:
·                     Sentimento de pânico incontrolável, terror ou temor em relação a uma situação de pouco ou nenhum perigo real.
·                     Sensação de que você deve fazer todo o possível para evitar uma situação, algo ou alguém que você teme.
·                     Incapacidade de levar sua vida normalmente por causa de um medo ilógico.
·                     Presença e aparecimento de algumas reações físicas e psicológicas, como sudorese, taquicardiadificuldade para respirar, sensação de pânico e ansiedade intensos, etc.
·                     Saber que o medo que sente é irracional e exagerado, mas mesmo assim não ter capacidade para controlá-lo.

COMO TRATAR AS FOBIAS
·          O tratamento, na maioria dos casos dos medos irracionais principalmente nas crianças, pode ter um bom resultado, um vez que é mais fácil alterar o estilo cognitivo que aplica o pequeno sobre as coisas.
·         O terapeuta deverá ter em conta os elementos presentes no momento, em que a pessoa, manifesta a fobia, as situações que rodeiam esse momento e coisas que fazem, para que o medo se manifeste.

·         Existem certos medicamentos, que podem ajudar a tratar as fobias, mais normalmente o método escolhido, e que recomendamos seja a terapia e aprender técnicas de relaxamento. Há situações, em que esse tratamento medicamentoso, precisa ter o acompanhamento terapêutico. A terapia pode ser individual, cognitiva comportamental (concentrada em ajudar a pessoa a aprender novas formas de controlar a ansiedade e os ataques de pânico quando/se ocorrem) ou terapia familiar.


terça-feira, 26 de maio de 2015

TIPOS DE TERAPIAS

  A PSICANÁLISE
Divan
A Psicanálise é a ciência do inconsciente, falar de psicanálise nos tempos atuais é contar com um recurso fundamental descoberto e inventado por um psicanalista que tinha como formação primeira, a de ser um homem da ciência, médico neurologista, que percebeu que os sintomas e as doenças que seus pacientes tinham, não pertenciam ao âmbito do corporal, portanto, do biológico. 
Assim, a Psicanálise Auxilia o cliente a partir da investigação do seu inconsciente buscando as causas mais profundas de seus sofrimentos, desconfortos e questionamentos. Embasado nos estudos e experiência clínica dos psicanalistas Freud, Lacan, Jung e Reich. É também uma ferramenta importante para quem não tem um sofrer a ser resolvido mas busca somente aprofundar seu autoconhecimento e aumentar sua lucidez no viver e na interpretação de sonhos.
A Psicanálise atual não precisa necessariamente, de um Divã, como na época de Freud, em que o cliente era deitado no divã, e quase sem contato visual e feedbacks do terapeuta. A Psicanálise foi modernizada em todo mundo de forma a usar toda a teoria da psiquê elaborada por Freud mas agora contando com melhoras significativas e mais humanizadas na relação psicanalista-cliente. Com o devido e merecido direito, toda questão ou colocação feita pelo cliente em sessão deve ser respondida ou explicada pelo Analista e não mais ser praticado o silêncio que muitas vezes acabava atrapalhando ou desestimulando o cliente a continuar seu processo de autoconhecimento pela psicoterapia.
Podemos usar um divã como este usado para ilustrar esta página, podemos trabalhar sentados em poltronas ou mesmo no chão (nas clínicas que tem tatami/EVA), um de frente para o outro.
A duração de cada sessão varia  pode  durar entre: 55 minutos a uma hora. O tratamento promove uma ordenação progressiva das questões pessoais do cliente.

Terapia Fora do Consultório

Terapia andando
Algumas pessoas gostariam de fazer terapia mas não têm o perfil de ir ao consultório, ou por achar chato, monótono, coisa de doentecoisa de louco ou de maluco, enfim, por qualquer motivo pessoal.
Porém estas pessoas que não se enquadram no modelo de cliente de terapia não podem deixar de ter acesso aos benefícios do processo terapêutico. Para esses casos fazemos a terapia fora do consultório.
Fazer terapia fora do consultório significa que ela pode ser feita enquanto se caminha em parques, bairros, ou locais significativos na história pessoal do cliente. Esta é uma forma muito rica e especial na forma de ocupar os espaços urbanos públicos de forma saudável e criativa, empoderando as pessoas ao viver social e dando vida mais humanizada aos ambientes da cidade.
A terapia fora do consultório não significa necessariamente caminhar e andar, ela pode ser feita de forma estática e sentada.
Nesta forma de atendimento, para o processo de autoconhecimento e de tratamento de sofrimentos psíquicos, emocionais e afetivos, usamos a infraestrutura da cidade como parques, praças, shoppings, cafeterias, restaurantes, lugares emocionalmente importantes como escolas onde estudou, bairro em que viveu a infância etc, o cliente propõe onde gostaria de ser atendido e eu respondo se o lugar proposto é viável em termos de deslocamento.
O interessante desta terapia é que ela se torna altamente dinâmica, o ambiente reage ao assunto que está sendo tratado, apresentando coincidências provocantes. Estas coincidências não tem nada de místico ou sobrenatural, mas sim fundamentadas na teoria do Determinismo Psíquico de Freud e na teoria da Sincronicidade de Jung.
A terapia peripatética, isto é, a terapia feita enquanto se passeia, além de ter toda utilidade e benefícios do processo terapêutico também se torna um momento divertido e agradável para a alma e positivo para saúde física do corpo pois caminhar é uma das práticas de atividade física mais saudável e recomendável que existe. Pode ser também um momento reservado ao contato com a natureza.

Terapia de Casal

Terapia de Casal
Os relacionamentos amorosos é um dos aspectos principais da vida humana e que sempre estão sujeitos a desentendimentos por inadequações e falhas da comunicação do casal.
Através da mediação e facilitação do diálogo entre um casal sob o entendimento e prática dos saberes da Psicanálise, do uso dos Sinos Tibetanos e das abordagens integralmente acolhedoras das Terapias Holísticas busca-se o entendimento mútuo e eliminação das crises destrutivas dos relacionamentos.
Na terapia de casal os parceiros com a ajuda do terapeuta podem conversar de uma forma transformadora praticando o verdadeiro ouvir, falar, compreender a si e ao outro eliminando falsas expectativas e nutrindo o verdadeiro amor.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A Importância do Sono

A Importância do Sono 

Segundo a Dra. Regeane Trabulsi Cronfli,  cerca de 16 a 40% das pessoas em geral sofrem de insônia. Dormir não é apenas uma necessidade de descanso mental e físico: durante o sono ocorrem vários processos metabólicos que, se alterados,  podem afetar o equilíbrio de todo o organismo a curto, médio e, mesmo, a longo prazo. 


Estudos provam que quem dorme menos do que o necessário tem menor vigor físico, envelhece mais precocemente, está mais propenso a infecções, à obesidade, à hipertensão e ao diabetes .


Não dormir o tempo necessário, leva a dificuldades na capacidade de acumular conhecimento e alterações do humor, comprometendo a criatividade, a atenção, a memória e o equilíbrio.

O sono e os hormônios
Está comprovado que a longo prazo, a privação do sono pode comprometer seriamente a saúde, uma vez que é durante o sono que são produzidos alguns hormônios que desempenham papéis vitais no funcionamento de nosso organismo. Por exemplo, o pico de produção do hormônio do crescimento (também conhecido como GH, de sua sigla em inglês, Growth Hormone) ocorre durante a primeira fase do sono profundo, aproximadamente meia hora após uma pessoa dormir. 




Qual é o papel do GH (Hormonio do Crescimento)? 
O GH ,   ajuda a manter o tônus muscular, evita o acúmulo de gordura, melhora o desempenho físico e combate a osteoporose. Estudos provam que pessoas que dormem pouco reduzem o tempo de sono profundo e, em conseqüência, diminuem a fabricação do hormônio do crescimento.


A leptina, hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade, também é secretada durante o sono. Pessoas que permanecem acordadas por períodos superiores ao recomendado produzem menores quantidades de leptina. Resultado: o corpo sente necessidade de ingerir maiores quantidades de carboidratos.


Com a redução das horas de sono, a probabilidade de desenvolver diabetes também aumenta. A falta de sono inibe a produção de insulina (hormônio que retira o açúcar do sangue) pelo pâncreas, além de elevar a quantidade de cortisol, o hormônio do estresse, que tem efeitos contrários aos da insulina, fazendo com que se eleve a taxa de glicose (açúcar) no sangue, o que pode levar a um estado pré-diabético ou, mesmo, ao diabetes propriamente dito. Num estudo, homens que dormiram apenas quatro horas por noite, durante uma semana, passaram a apresentar intolerância à glicose (estado pré-diabético).


Mas qual é a quantidade ideal de horas de sono? 
Embora essa necessidade seja uma característica individual, a média da população adulta necessita de 7 a 8 horas de sono diárias. Falando em crianças, é especialmente importante que seja respeitado um período de 9 a 11 horas de sono, uma vez que, quando elas não dormem o suficiente, ficam irritadiças, além de terem comprometimento de seu crescimento (devido ao problema já mencionado sobre a diminuição do hormônio do crescimento), do aprendizado e da concentração.

É na escola que os primeiros sintomas da falta de sono são percebidos. O desempenho cai e a criança pode até ser equivocadamente diagnosticada como hiperativa, em função da irritabilidade e de sua dificuldade de concentração, conseqüentes da falta do sono necessário. É no sono REM, quando acontecem os sonhos, que as coisas que foram aprendidas durante o dia são processadas e armazenadas. Se alguém, adulto ou criança, dorme menos que o necessário, sua memória de curto prazo não é adequadamente processada e a pessoa não consegue transformar em conhecimento aquilo que foi aprendido. Em outras palavras: se alguém - adulto ou criança - não dorme o tempo necessário, tem muita dificuldade para aprender coisas novas.

Riscos provocados pela falta de sono a curto prazo
Cansaço e sonolência durante o dia, irritabilidade, alterações repentinas de humor, perda da memória de fatos recentes, comprometimento da criatividade, redução da capacidade de planejar e executar, lentidão do raciocínio, desatenção e dificuldade de concentração.

Riscos provocados pela falta de sono a longo prazo
Falta de vigor físico, envelhecimento precoce, diminuição do tônus muscular, comprometimento do sistema imunológico, tendência a desenvolver obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e gastro-intestinais e perda crônica da memória. 



Postagem: José Nilton
Fonte: http://www.cerebromente.org.br/n16/opiniao/dormir-bem1.html

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Livre-se das drogas


Como se libertar da maconha
A pessoa tem que ter muita força de vontade. Ela tem que querer largar desse vicio imundo e sujo, que está destruindo ela por completo. Ela tem que ter muita coragem. E deve acreditar que ela vencerá. que ela não é covarde e é mais forte do que a maconha. Ela tem que buscar a Deus.
Se a pessoa não quiser não tem como.

02-  Elimine toda a maconha e a parafernália que você usa para fumá-la. 

Ø  Elimine qualquer isqueiro, fósforo, baganas, bongos ou recipientes.
Ø  Esvazie seus bolsos para garantir que nada fique para trás.
Ø  Jogue toda a maconha em seu vaso sanitário. 
Ø  Destrua seu estoque. 
Ø  Livre-se de qualquer coisa que lhe faça desejar fumar maconha novamente, seja seu videogame favorito ou um pôster no quarto. Isso pode parecer um exagero, mas remover os gatilhos realmente lhe ajudará a largar o hábito.
Ø  Caso você conheça um traficante, retire o número dele de seu celular.

03-Deixe clara a sua decisão para os que o apoiam. 
Conte à família e amigos confiáveis sobre sua decisão e peça para que o ajudem a largar o vício. Eles provavelmente ficarão bastante animados em ver você largando a droga e farão de tudo para ajudá-lo.
Isto é especialmente importante se quiser permanecer próximo a fumantes ativos. Diga que não deseja que eles deixem de fumar, mas que você não se sentirá bem caso tentem forçá-lo a manter o vício. Pense seriamente se a pessoa que quer fazê-lo continuar a fumar é realmente importante em sua vida se ele/ela não respeitar suas escolhas.
Você pode até mesmo ter de evitar amigos fumantes por um tempo. Se toda sua vida social com seus amigos girou em torno da maconha, procure uma nova rede de amizades. Isso pode parecer um pouco duro, mas é assim mesmo.

04-Prepare-se para a abstinência. 
O bom é que isso é temporário: a abstinência de maconha começa 1 dia após a desistência, atingindo seu pico após 2 ou 3 dias e enfraquecendo após 1 ou 2 semanas.
O ruim é que existem sintomas. Talvez você não passe por nenhum deles, mas talvez passe por todos. O importante é ter um plano e lugar para passar por isso.
Aqui estão alguns sintomas que podem se apresentar:
Insônia: Evite o consumo de cafeína durante os primeiros dias. Durma ao primeiro sinal de sono ou cansaço durante a noite.
Falta de apetite: Você pode se sentir nauseado no início. Tente comer alimentos leves e de fácil digestão: bananas, arroz, torradas, aveia e maçãs.
Irritabilidade: Você terá alterações de humor durante a abstinência, alternando entre pura raiva e tristeza absoluta em questão de minutos. Planeje-se para isso antes da hora. Quando acontecer, acalme-se e permaneça consciente da situação. Diga para si mesmo que “A culpa não é minha e nem do que estou fazendo. É apenas a abstinência.” Repita quantas vezes for necessário.
Ansiedade: O nervosismo é um sintoma comum da abstinência de qualquer droga. Quando tiver tempo livre, feche os olhos, respire profundamente e lembre-se que o que está sentindo é temporário.
Aumento na temperatura corporal: você pode sentir muito mais calor que o normal e pode começar a suar ocasionalmente.


05-  Encontre uma atividade substituta. 
Ao invés de usar drogas, dedique seu tempo livre a um esporte ou hobby. Tente fazer algo rápido e fácil – como tocar violão ou caminhar. Faça isso quando sentir vontade de voltar a fumar. Se você estiver se sentindo muito entediado ou deprimido fazendo isso, assista a um filme que lhe faça sorrir ou passe um tempo com um amigo que não seja usuário. Aqui estão algumas outras coisas para você experimentar:
·         Dar caminhadas longas
·         Conversar com um velho amigo pelo telefone
·         Nadar
·         Cozinhar
·         Ler o jornal


05- Mude sua rotina. 
Além de encontrar um novo hobby, você deve buscar mudar sua rotina para não sentir vontade de fumar maconha nos horários em que fazia isso. Aqui estão algumas coisas que você pode fazer:[4]
·         Mude sua rotina matinal. Tente acordar um pouco mais cedo ou mais tarde, tomar um café-da-manhã único ou se banhar em um horário diferente.
·         Mude sua rotina escolar/de trabalho. Vá ao trabalho ou à escola por um caminho diferente. Sente-se numa cadeira diferente se puder e coma algo diferenciado no lanche.
·         Mude sua rotina de estudos. Se você normalmente estuda em seu quarto (lugar onde fumava maconha), mude as coisas e vá estudar numa cafeteria ou na biblioteca.
·         Não comece a comer menos para tentar mudar sua rotina. Você pode descobrir que está sentindo menos fome, mas deverá continuar comendo normalmente para manter-se saudável.

06- Controle sua vontade. 
Você terá uma vontade, ou um desejo por fumar, regularmente. É importante saber como reagir a essas vontades se você realmente quiser largar o vício. Aqui estão algumas coisas que você pode fazer para evitar ceder à tentação:[5]
·         Evite seus locais-gatilho. Não vá a lugares que lhe façam sentir vontade de fumar, seja no depósito de um amigo ou o espaço debaixo das arquibancadas do ginásio.
·         Fuja do ambiente. Sempre que você notar que está sentindo vontade de fumar, saia rapidamente do lugar em que está. Mudar rapidamente de ambiente é sua melhor aposta.
·         Respire profundamente. Respire fundo com a boca e prenda o ar em seus pulmões por 5-7 segundos até se sentir mais calmo. Solte o ar através de seus lábios semicerrados e repita esses passos até a sensação passar.
·         Coloque algo de diferente em sua boca. Encontrar um substituto para seu desejo – desde que ele não seja álcool ou outra droga – pode ajudá-lo a lidar com ele. Tente chiclete sem açúcar, doces sem açúcar, bebidas diet, palitos de dente, canetas/lápis ou até canudos.
·         Beba água. Permanecer hidratado o manterá saudável e o ajudará a combater suas vontades.


07- Mantenha-se sobre controle. 
O pior da abstinência deve acabar em uma semana ou duas, e todos nós já ouvimos que qualquer coisa passa após três semanas. Após um mês, você deverá estar livre de seu vício. Talvez esse tempo parecerá, para você, uma eternidade, mas tente se lembrar que ele não é assim tão longo.
·         Planeje uma pequena festa para comemorar o seu primeiro mês sem maconha. Ter uma linha de chegada pode lhe manter no caminho. Use isso como uma pequena recompensa para si mesmo.


quarta-feira, 29 de maio de 2013

Depressão na 3ª Idade



Resumo: O presente artigo tem como objetivo evidenciar quais são os principais fatores que desencadeiam a depressão na terceira idade. O delineamento metodológico do estudo foi a pesquisa bibliográfica, que mostrou que a depressão na terceira idade é um caso que merece bastante atenção, pois, embora todo ser humano em qualquer fase de sua vida pode experimentar sintomas depressivos, nos idosos a probabilidade de padecer desta doença é ainda maior (ZIMERMAN, 2000). Desta forma, podemos considerar que os idosos merecem atenção e cuidado e que embora em qualquer fase da vida a depressão seja uma doença preocupante na terceira idade os cuidados devem ser maiores.

Palavras-Chave: Depressão, Terceira idade, Tratamento.

1. Introdução

A depressão na terceira idade é um tema que merece atenção e um estudo aprofundado a respeito, pois este é um grupo que necessita de cuidados e ajuda de terceiros.
O processo de envelhecimento embora difícil para muitos, é algo que acontece naturalmente, trazendo junto consigo algumas mudanças.
De acordo com MENDES (2005) et al., a Organização Mundial de Saúde – OMS define o indivíduo como idoso á partir dos 65 anos nos países desenvolvidos e dos 60 anos nos países subdesenvolvidos.
Segundo pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizada em 2003, no Brasil, em 2020, os idosos chegarão a 25 milhões de pessoas, numa população de 219,1 milhões representando 11,4% da população.
Segundo STELLA (2003) et al., junto com o aumento da população idosa, vêm o aumento também de doenças crônico-degenerativas, dentre elas aquelas que comprometem o funcionamento do sistema nervoso central, como as enfermidades neuropsiquiátricas, particularmente a depressão.
De acordo com Oliveira et al.  (2006 apud LAWTON, 2001) para se ter uma boa qualidade de vida no envelhecer é necessário o desenvolvimento de pesquisas que enfatizem não aspectos físicos e sociais, mas principalmente aqueles relacionado a saúde emocional.
Desta forma este estudo tem como objetivo identificar e evidenciar, por meio da pesquisa bibliográfica, quais são os principais fatores que desencadeiam a depressão na terceira idade e a melhor forma de tratamento.

2. Revisão de Literatura

2.1 Terceira idade

O envelhecimento é um processo natural e dá-se por mudanças físicas, psicológicas e sociais. É uma fase em que após uma análise, normalmente o indivíduo idoso conclui que alcançou muitos objetivos, mas também sofreu muitas perdas, das quais se destaca a saúde com um dos aspectos mais afetados. (MENDES et al., 2005)
A teoria do desenvolvimento psicossocial desenvolvida por Erik Erikson propõe uma concepção de desenvolvimento em oito estágios psicossociais, perspectivados por sua vez em oito idades que decorrem desde o nascimento até a morte. O último estágio chamado de Integridade X Desesperança, ocorre na velhice e segundo Erikson, se o envelhecimento ocorre com sentimento de produtividade e valorização do que foi vivido, sem arrependimentos e lamentações sobre oportunidades perdidas ou erros cometidos haverá integridade e ganhos, do contrário, um sentimento de tempo perdido e a impossibilidade de começar de novo trará tristeza e desesperança(RABELLO; PASSOS 2007).
A velhice é o último período da evolução da vida. É natural, indiscutível e inevitável. Implica um conjunto de mudanças biológicas, fisiológicas, psicológicas, sociais, econômicas e políticas que compõem o cotidiano das pessoas que vivem nessa fase em que os idosos avaliam como foi sua vida, bem como suas perdas e ganhos. (BEZERRA et al, 2010).
Neste momento da vida o indivíduo começa a rever a sua vida, fazendo uma reflexão de tudo o que fez ou deixou de fazer. Pensa nas suas realizações e seus significados. Cada um vivencia essa fase de forma diferente. Uns podem entrar em desespero, pois pode surgir um sentimento que o tempo acabou, que a morte esta se aproximando. Essas pessoas vivem numa tristeza por sua velhice. Por outro lado, existem pessoas que encaram isso da maneira positiva, experimentando a sensação de dever cumprido e gosta de dividir sua experiência e sabedoria com outras pessoas. (RABELLO; PASSOS 2007).
Segundo Morris; Maisto (2004), em um processo que se inicia na metade da idade adulta e continua na terceira idade, a aparência física e o funcionamento de todos os órgãos passam por várias alterações. O cabelo fica mais fino e muda de cor, a pele enruga, os ossos se tornam mais frágeis, os músculos perdem as forças e as juntas ficam enrijecidas ou desgastadas, a circulação se torna mais lenta, a pressão sangüínea se eleva e, pelo fato de os pulmões terem menos oxigênio, o idoso tem menos energia. Dificuldade para dormir e continuar dormindo se tornam mais comuns, e o tempo de reação fica mais lento. Visão, audição e olfato ficam menos apurados. No início, a maioria das pessoas não percebe essas mudanças, uma vez que elas ocorrem de maneira gradual, mas chega o momento em que as alterações provocadas pela degeneração se tornam inegáveis.
O ambiente familiar pode determinar as características e o comportamento do idoso. Na família onde se predomina uma atmosfera saudável e harmoniosa entre as pessoas, todos possuem funções, papéis, lugares e posições e as diferenças de cada um são respeitadas e levadas em consideração e isso ajuda para o bem estar do idoso. Em famílias onde há desarmonia, o relacionamento é carregado de frustrações, com indivíduos deprimidos e agressivos. O idoso torna-se isolado socialmente e com medo de cometer erros e ser punidos. (MENDES et al., 2005).
Segundo Kübler-Ross (2004, apud MORRIS; MAISTO) ás vezes, os parentes não são capazes de oferecer muito apoio aos idosos à medida que esses envelhecem, seja por viverem muito distantes, por serem incapazes de lidar com a dor de ver outra pessoa querida envelhecer/morrer ou pelo medo que eles próprios têm.
Por isso, é importante a família ter paciência com os idosos e conhecimento sobre as doenças que atingem a terceira idade, bem como a depressão.

2.2 Depressão

A depressão tem alto impacto na vida do paciente e de seus familiares, com significativo comprometimento nos aspectos sociais, ocupacionais e em outras áreas de funcionamento. (POWELL, et al 2008).
Conforme o Catálogo Internacional de doenças, 10ª edição, CID-10 (OMS, 1999) que apresenta a classificação nosológica de episódios depressivos em F32, o número e a gravidade dos sintomas permitem determinar três graus de um episódio depressivo: leve, moderado e grave e em ambos os graus, o paciente apresenta um rebaixamento do humor, redução da energia e diminuição da atividade. Existe alteração da capacidade de experimentar o prazer, perda de interesse, diminuição da capacidade de concentração, associadas em geral à fadiga importante, mesmo após um esforço mínimo. Observam-se em geral problemas do sono e diminuição do apetite. Existe quase sempre uma diminuição da auto-estima e da autoconfiança e frequentemente ideias de culpabilidade e ou de indignidade, mesmo nas formas leves. O humor depressivo varia pouco de dia para dia ou segundo as circunstâncias e pode se acompanhar de sintomas ditos somáticos, por exemplo, perda de interesse ou prazer, despertar matinal precoce, várias horas antes da hora habitual de despertar, agravamento matinal da depressão, lentidão psicomotora importante, agitação, perda de apetite, perda de peso e perda da libido.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado em 2009, só no Brasil existem cerca de 13 milhões de depressivos e que em todo o mundo existem cerca de 340 milhões. Por conta da doença 850 mil suicídios são cometidos anualmente em todo o mundo. Atualmente, a depressão é apontada como a quinta maior questão de saúde pública pela OMS, sendo que até 2020 deverá estar em segundo lugar.
Existem estudos que abordam aspectos psicológicos, ambientais e bioquímicos que tentam explicar o número significativo de casos de depressão. Mas ainda não existe um consenso sobre o que realmente causa a depressão. O depressivo não aceita que o mundo e as pessoas a sua volta não sejam como ele quer e por não conseguir mudá-los, adoece. (DEUS, 2011).
Mckenzie (1999) comenta que o meio em que o indivíduo vive também é um fator importante no risco de se desenvolver uma depressão.
A depressão é uma doença complexa, principalmente pela dificuldade do doente em entender e aceitar a enfermidade. Diante dessa complexidade, a melhor forma de não adoecer é a prevenção. (DEUS, 2011).

2.3 Depressão na Terceira Idade

Todo ser humano em qualquer fase de sua vida pode experimentar sintomas depressivos. Nos idosos a probabilidade de padecer desta doença é ainda maior, pois apresentam inúmeras limitações e perdas, tendo como conseqüências sentimentos de autodepreciação (ZIMERMAN, 2000).
Segundo Oliveira (2006), é importante destacar a respeito da depressão, que ela tem sido considerada como um dos transtornos que mais afetam o idoso.
Os fatores etiológicos da depressão no idoso podem ser divididos em biológicos e psicossociais. O primeiro refere-se à perda neuronal e diminuição de neurotransmissores; o genético; a doença física e as medicações. Já os fatores psicossociais caracterizam-se pela diminuição de renda, as modificações no papel social, o luto/perdas e a doença física incapacitante e ou/dolorosa.
Frequentemente são atribuídos os acontecimentos estressantes e negativos, como por exemplo, a morte de uma pessoa querida ou doenças e efeitos colaterais de medicações, as principais causas da depressão na velhice. Doenças e efeitos colaterais também podem causar ou exacerbar a depressão.  (HAMILTON, 2002).
Segundo Morris; Maisto (2004), a incidência de depressão aumenta significativamente após a morte de um cônjuge, tornando desafio mais difícil que as pessoas enfrentam na terceira idade. Para Mckenzie (1999), este é um dos dez acontecimentos mais estressantes na vida que podem levar a depressão.
As particularidades da depressão do idoso são queixas somáticas como, dores crônicas, distúrbios do sono e apetite. Dentre os sintomas psicológicos, o mais freqüente é a anedonia, que é a perda da capacidade de sentir prazer e déficits cognitivos, particularmente de memória. A depressão em idosos é um importante fator para piora da qualidade de vida destes indivíduos, especialmente para os que permanecem não diagnosticados e sem tratamento (MICHELAN, 2011).
Motti, (s/d) comenta que a depressão desencadeia ou mesmo agrava as doenças preexistentes. Segundo, Stella et al (2003), em idosos deprimidos o risco de suicídio é duas vezes maior do que os não deprimidos. Diante de toda essa complexidade.
Embora as limitações causadas pela idade, as quais podem prejudicar a independência e autonomia do idoso para desenvolver determinadas atividades, é preciso estimular este idoso a organizar seu tempo fazendo projetos de vida com criatividade, energia e iniciativa, isto é, dando significados a vida para que não caia no vazio. (PENNA; SANTO 2006, apud LIMA 2000).
Segundo Lobo (s/d), nos idosos, a depressão pode estar associada a algum problema físico, doença ou incapacitação, o que dificulta o seu diagnóstico menos e faz com que alguns médicos afirmem que a depressão é menos comum na terceira idade. Por isso é importante que tanto familiares quanto médicos estejam atentos à depressão nos idosos, que apresentam entre os principais sintomas a falta de disposição e tristeza, entre outros sintomas físicos e psicológicos.

2.4 Sintomas da depressão

Alem do humor triste, a depressão apresenta inúmeros sintomas cognitivos, comportamentais, físicos e emocionais. (GREENBERGER; PADESKY, 1999).
Mckenzie (1999), descreve alguns sintomas psicológicos e físicos mais freqüentes em pessoas depressivas, descrevendo os psicológicos em: Baixo-astral, definido como um sentimento persistente de tristeza, vazio, perda e apreensão, acompanhado de uma tendência a chorar mais freqüentemente por qualquer aborrecimento ou até mesmo sem se ter um motivo. Na depressão grave ou moderada, muitas vezes é mais acentuado pela manhã, melhorando um pouco ao longo do dia, embora ainda esteja presente, o que é chamado de variação diurna. Nos casos menos graves pode ser pior a noite do que pela manhã, podendo o depressivo passar bem o dia.
Ansiedade, pode tornar-se o maior sintoma da depressão.  Nas pessoas deprimidas, essa sensação pode durar meses. Algumas pessoas acordam de manhã num estado de grande ansiedade, porque temem o decorrer do dia.
Embotamento Emocional, este é um dos mais cruciais sintomas da depressão. As pessoas gravemente deprimidas, freqüentemente sentem-se como se tivessem perdido seus sentimentos, não conseguindo nem chorar. Sentem-se às vezes distante e indiferente em relação às pessoas mais próximas.
Pensamento depressivo, a pessoa depressiva enxerga o mundo sempre por um lado negativo. Sente muita culpa por tudo, esquece-se das coisas boas que já fizeram, relembrando e intensificando as coisas más. Estes tipos de pensamentos negativos destroem a pessoa aos poucos, deixando-a mais deprimida ou ansiosa, formando-se um círculo vicioso.
Concentração e problemas de memória, a pessoa sente dificuldade em se concentrar, se consome por preocupações e pensamentos depressivos tornando-se difícil pensar em qualquer outra coisa. Os problemas com a concentração podem levar á indecisão e falta de atenção, deixando a pessoa confusa e desorganizada.
Delírios e alucinações, a pessoa deprimida tem um pensamento distorcido que se perde da realidade. Os delírios ou convicção falsa, considerada inabalável pela pessoa que o tem, podem ocorrer na depressão grave, refletindo e reforçando o humor depressivo.
Muitas pessoas deprimidas pensam no suicídio, mesmo que seja um pensamento passageiro. Quando a pessoa se encontra num estágio profundo de depressão, o passado lhe parece horrível e cheios de erros, o presente terrível e temem o futuro chega à conclusão de que não vela a pena continuar vivendo, que todos ficariam melhores sem ela, e sendo assim, devem tirar suas próprias vidas.
A pessoa deprimida pode apresentar também alguns sintomas físicos como problemas de sono, lentidão mental e física, perda de apetite. Algumas pessoas no lugar dos sintomas comuns a depressão desenvolvem sintomas físicos reversos como dormirem demais, ter um apetite maior e ganhar peso.
Uma pessoa deprimida tem alterações em cinco aspectos de sua vida, que devem ser avaliados antes de um diagnóstico, são os pensamentos, estados de humor, comportamentos, reações físicas e ambiente. Estas cinco áreas estão interligadas e cada aspecto diferente da vida de uma pessoa influencia todos os outros. (GEENNBERGER; PADESKY, 1999).
Segundo Beck et al (1997) os pacientes depressivos apresentam sintomas afetivos, como tristeza, e alguns experimentam períodos oscilantes de melancolia, enquanto outros são incapacitados pela severidade do afeto, além de raiva, distração, humor deprimido, disforia,  crises de choro, sentimentos de culpa, vergonha, ansiedade. Sintomas motivacionais como perda de motivação positiva e aumento de desejos de evitação, aumento de dependência. Sintomas cognitivos como a indecisão, visão dos problemas como avassaladores, autocrítica, pensamento absolutista (tudo-ou-nada), dificuldades de concentração e memória. Sintomas comportamentais como passividade, evitação e inércia, déficits em habilidades sociais e sintomas fisiológicos como distúrbio do sono e distúrbios do apetite e sexuais.

2.5 O luto e a depressão

Carreteiro (2003) afirma que não existe luto sem depressão, porém, esse estado de depressão pode agravar-se em certas pessoas. Um sinal deste agravamento pode ser quando a comida e a bebida são recusadas, assim como quando pensamentos de suicídio aparecem. Noites insones podem continuar por muito tempo e tornar-se um problema sério. Se a depressão continua por muito tempo, fugindo à norma da fisiologia do luto normal, pode haver necessidade de tratamento médico à base de antidepressivos e psicoterapia por algum tempo. (BALLONE, 2010).
Segundo Bowlby (2004), existem quatro fases do luto, que são a fase de entorpecimento, que geralmente dura de algumas horas a uma semana e pode ser interrompida por explosões de aflição e/ou raiva extremamente intensas. A reação imediata a notícia da morte de um cônjuge, pode variar muito. Mas, no geral, todos sentem-se chocados e não querem aceitar a notícia.
A fase de anseio e busca da figura perdida, que duram meses e por vezes anos. Alguns dias após a perda a viúva (o), começa a compreender a realidade e isso leva a crises de desanimo intenso com grande inquietação, insônia entre outros sintomas.
A fase de desorganização e desespero, para que o luto tenha um resultado favorável, é necessário que a pessoa enlutada suporte essas oscilações de emoção. Sendo necessário superar velhos padrões de pensamento, sentimento e ação para poder modelar outros novos.
E por último a fase de reorganização, onde a viúva (o) reorganiza sua vida de acordo com sua nova realidade. Pode ser que tenha que fazer coisas que antes não fazia, como, cozinhar, limpar casa, pode-se avaliar a hipótese de um novo casamento, embora a maioria rejeite essa idéia.
O luto é uma coisa natural, mas que varia de pessoa para pessoa, e se não for trabalhado, pode converter-se em depressão.
Capitão; Santos (2009) afirmam que quando o processo de luto se complica, temos um sofrer depressivo, que necessita de cuidados médicos, psicológicos e apoio social. 

3. Tratamento

A depressão quase sempre pode ser curada. Algumas abordagens terapêuticas que se mostram eficazes na redução da depressão são: a reestruturação cognitiva, a medicação, a melhora das relações interpessoais e o planejamento de atividades. (GREENBERGER; PADESKY 1997).
Na década de 60 do século passado, Albert Ellis e Aaron Beck chegaram à importante conclusão de que a depressão resulta de hábitos de pensamentos extremamente enraizados. (POWELL et al. 2008).
A pessoa depressiva apresenta uma tríade cognitiva de pensamentos negativos. O primeiro componente da tríade gira em torno da visão negativa que o paciente tem de si mesmo. Ele se vê como defeituoso e inadequado acreditando que devido aos seus supostos defeitos ele é indesejável e sem valor. O segundo componente da tríade cognitiva consiste na tendência da pessoa deprimida interpretar suas experiências atuais de forma negativa. Ele vê o mundo de forma negativa, fazendo exigências exorbitantes sobre ele e apresentando-lhes obstáculos insuperáveis para tingir suas metas. O terceiro componente da tríade cognitiva consiste em uma visão negativa em relação ao futuro. Quando a pessoa deprimida faz projeções a longo prazo, ela antecipa que seu sofrimento ou dificuldades atuais continuarão. (BECK et al. 1997).
Os pensamentos ajudam a definir os estados de humor que experimentamos e influenciam o modo como nos comportamos, o que escolhemos fazer e não fazer e a qualidade de nosso desempenho. Os pensamentos e as crenças afetam nossas respostas biológicas. Enquanto as mudanças no pensamento são, na maioria das vezes fundamentais, muitos problemas também exigem mudanças no comportamento, no funcionamento físico e no meio.
Segundo Powell et al. (2008), Beck, observou que humor e comportamentos negativos eram usualmente resultados de pensamentos e crenças distorcidas.
A Terapia Cognitivo-Comportamental da depressão é um processo de tratamento que ajuda os pacientes a modificarem crenças e comportamentos que produzem certos estados de humor. As estratégias terapêuticas da abordagem cognitivo-comportamental da depressão envolvem trabalhar três fases, a primeira é o foco nos pensamentos automático, a segunda fase é o foco no estilo da pessoa relacionar-se com os outros e a terceira e última fase foca na mudança de comportamentos a fim de obter melhor enfrentamento da situação problema. (POWELL et al. 2008).
Pode-se dizer que no que diz respeito a segunda fase das estratégias terapêuticas citadas por Powell et al. (2008), Greenberger; Padesky (1999), discorre da importância da melhora de relacionamentos íntimos. Pois isso pode ajudar o indivíduo a obter apoio enquanto se recupera da depressão.
Como o alívio dos sintomas é o objetivo inicial do tratamento, o comportamento é importante nesta abordagem. Uma das bases teóricas dos procedimentos do tratamento para a depressão na Terapia Cognitiva vem da teoria de Lewinsohn que afirma que os pacientes sentem depressão porque estão experimentando redução no reforço geral do mundo externo – decorrente da redução do reforço positivo e/ou excesso de experiências aversivas. A depressão é conceituada nesse modelo como um círculo vicioso de retraimento gradual do paciente ante as atividades positivas e a perda do reforçamento. Assim, o terapeuta precisa trabalhar de modo incisivo para aumentar o envolvimento do paciente deprimido em atividades de reforço e interações sociais. (POWELL et al. 2008).
As sessões iniciais são também dirigidas à definição dos problemas dos pacientes, elaborando-se a conceituação cognitiva ou formulação do caso. (POWELL et al. 2008). Segundo Greenberger; Padesky (1999), as pessoas deprimidas tendem a notar e a lembrar os aspectos positivos ou neutros, interpretando suas vidas com uma tendência negativa. Por isso, o objetivo central da terapia cognitiva para a depressão é ensinar às pessoas a como testar os pensamentos negativos através da revisão de todas as informações em suas vidas, tanto as positivas, neutras, e as negativas. Esse processo é chamado de reestruturação cognitiva.
As sessões finais são destinadas à avaliação dos ganhos na terapia e à prevenção de recaída. A melhora do paciente pode ser fornecida como recurso para o enfrentamento de novas situações que incluam perdas e adaptações a novas situações-problema. (POWELL et al. 2008).
Normalmente a terapia prioriza o atendimento em curto-prazo, com um número de sessões variando de 6 a 20. Porém, existem pacientes que necessitam de um número maior de sessões para o tratamento com terapia cognitiva.  (POWELL et al. 2008).
Quando o indivíduo apresenta uma depressão intensa ou duradoura, com sintomas fisiológicos, pode ser que seja indicado o uso de medicação, para isso, é necessário que procure um médico psiquiatra. Aproximadamente a cada três pessoas deprimidas, duas podem ser ajudadas, por medicação antidepressiva. (GREENBERGER; PADESKY, 1999).
Uma pessoa depressiva tem a produção cerebral de serotonina e/ou noradrenalina, substâncias químicas naturais do cérebro que afetam o pensamento e o humor, encontram-se diminuídas. As medicações antidepressivas ajudam a aumentar os níveis dessas substâncias, restabelecendo ao cérebro um estado mais saudável, não deprimido, de equilíbrio da serotonina e noradrenalina. (GREENBERGER; PADESKY, 1999).

4. Materiais e Métodos

4.1 Tipo de pesquisa

Trata-se de uma pesquisa do tipo bibliográfica, que conforme Baruffi (2004) a pesquisa bibliográfica busca explicações a partir de referências teóricas publicadas anteriormente. Este tipo de pesquisa permite que o pesquisador entre em contato com o que já foi publicado sobre o assunto e exige dele uma atitude mais crítica diante dos documentos, artigos e demais documentos, na perspectiva de melhor selecionar o que deve compor seu referencial teórico.

4.2 Local de pesquisa

Os materiais utilizados foram disponibilizados pela biblioteca do Centro Universitário da Grande Dourados – UNIGRAN, vias eletrônicas e aquisição de livros próprios. Entre os materiais utilizados haviam publicações impressas e digitais de artigos científicos, livros, periódicos, e resenhas.

5. Resultados e Discussões

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), publicado em 2009, só no Brasil existem cerca de 13 milhões de depressivos. O que indica a importância das pessoas entenderem esta doença e terem conhecimento das causas e sintomas.
Os resultados apresentados neste estudo indicam que a depressão tem sido considerada com um dos transtornos que mais afetam os idosos (OLIVEIRA 2006). Zimerman (2000), afirma que neste grupo a probabilidade de sofrer de depressão é maior, pois apresentam inúmeras limitações e perdas.
Embora existam estudos que tentam explicar o número significativo de casos de depressão, ainda não existe um consenso sobre o que realmente causa a depressão (DEUS, 2011). Porém, alguns estudiosos descrevem acerca de prováveis causas da depressão. Para Lobo (s/d), nos idosos, a depressão pode estar associada a algum problema físico, doença ou incapacitação. O ambiente onde o indivíduo está inserido também é um fator importante que pode desencadear uma depressão (Mckenzie, 1999). Morris; Maisto (2004), defendem que a incidência da depressão aumenta significativamente após a morte de um dos cônjuges.
Na maioria das vezes a depressão pode ser curada, sendo que várias são as formas de tratamento, uma delas que têm se mostrado eficaz é a Terapia Cognitiva da Depressão, vários autores como Greenberger; Padesky (1999), Petroff (s/d) e Kley (2010), explicam sobre este tratamento. O objetivo é a reestruturação cognitiva, visto que Beck acreditava que a depressão é um transtorno de pensamento e não emocional (PETROFF, s/d; KLEY, 2010).

6. Considerações Finais

A presente revisão de literatura aponta que, a depressão é um dos transtornos que mais afetam o idoso, sendo preocupante em qualquer momento da vida, mas apresenta na terceira idade, maiores riscos, pois o idoso com depressão tem uma piora significativa na qualidade de vida, o que aumenta o risco de um suicídio.
Segundo Mckenzie (1999), antes dos 65 anos de idade, a depressão acomete mais mulheres, porém a partir desta idade ambos os sexos são afetados igualmente.
Várias são as causas da depressão na terceira idade, entre elas o luto, as mudanças que ocorrem nessa fase, físicas e sociais podem desencadear a doença.
É muito importante para o idoso que ele esteja inserido em um ambiente saudável. É fundamental que o idoso com depressão tenha cuidados de familiares e pessoas próximas, o que muitas vezes não acontece, pois essas pessoas não sabem como lidar com o doente ou então até mesmo para evitar a dor que sentem ao ver o sofrimento de uma pessoa querida.
Essa falta de apoio dos familiares prejudica ainda mais o idoso depressivo, visto que este já tende a se isolar e apresentar rebaixamento de humor. Quando as pessoas com as quais ele convive, aparenta não se preocupar, o idoso tende a se isolar mais.
A depressão é uma doença complexa e seu diagnóstico tardio dificulta ainda mais o tratamento. Por isso, é importante que as pessoas que convivem com este idoso estejam atento aos sintomas, pois dificilmente o idoso depressivo irá procurar um tratamento por conta própria.
A depressão pode ser tratada e quase sempre têm cura, por isso a importância de se conhecerem os sintomas, pois quanto mais cedo se procurar ajuda mais rápido e eficaz é o tratamento.
Aaron Beck na década de 60 postulou o modelo de Terapia Cognitiva da depressão, segundo Beck, a depressão não é um transtorno emocional, mas sim, um transtorno de pensamento (PETROFF, s/d).
No modelo de Beck, o tratamento tem como objetivo a reestruturação cognitiva, que se entende como a retomada de flexibilidade cognitiva, obtida através da substituição de esquemas disfuncionais por outros mais funcionais e a resolução de problemas, que consiste no desenvolvimento da habilidade de lidar de forma prática com as dificuldades e desafios do dia-a-dia (KLEY, 2010).
Por fim, cabe ressaltar que a depressão em qualquer momento da vida é algo que merece atenção e cuidados, mas que nos idosos precisa além do desempenho da pessoa doente, interesses e cuidados de todos que estão envolvidos com esta pessoa.


Fonte: http://artigos.psicologado.com/psicopatologia/transtornos-psiquicos/depressao-na-terceira-idade#ixzz2UgmIuHGu
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