sábado, 24 de setembro de 2016

O que é Narcisismo:



Narcisismo é um conceito da psicanálise que define o indivíduo que admira a sua própria imagem de forma exagerada, e nutre uma paixão excessiva por si mesmo.
O termo é derivado de Narciso. Segundo a mitologia grega, Nasciso era um belo jovem que despertou o amor da ninfa Eco. Mas Narciso rejeitou esse amor e por isso foi condenado a apaixonar-se pela sua própria imagem refletida na água. O que o levou a cometer suicídio por afogamento. Posteriormente, a mãe Terra o converteu em uma flor (narciso).
Estando relacionado com o auto-erotismo, o narcisismo consiste em uma concentração do instinto sexual sobre o próprio corpo.
Pessoas narcisistas normalmente são fechadas, egocêntricas e solitárias.

De acordo com  Sigmund Freud, o pai da psicanálise, o narcisismo é uma característica normal em todos os seres humanos. Está relacionado com o desenvolvimento da libido (com o desejo sexual, eros).   Seguindo a linha psicanalítica de Freud, dizemos que o narcisismo como perversão sexual é uma fixação transitória da infância, em si normal. Está correlacionado, em parte com a homossexualidade e o exibicionismo, entre outras características da conduta sexual.

Todavia o narcisismo se transforma em patologia, ou seja, passa do estado normal para o doentio, quando a pessoa entra em conflito com ideias culturais e éticas, de forma excessiva, dificultando as relações normais do indivíduo no meio social.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

"Proteja as suas emoções, e serás um gênio na saúde emocional!" (Jose Nilton, Psicanalista)



segunda-feira, 25 de julho de 2016

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quarta-feira, 18 de maio de 2016

CONHEÇA AS FOBIAS, E COMO VENCE-LAS



Falar de fobia, é falar de um problema mais comum que se imagina. A fobia, ou medo persistente de algo...  Não são poucas as pessoas que sofrem esse problema. Se você que está lendo agora sofre com fobia, espero que esse tema venha ajuda-lo.

Podemos definir a fobia, como um medo persistente e sem razão, de um determinado objeto, animal, atividade ou situação que represente pouco ou nenhum perigo real, que justifique a ansiedade extrema.

A DIERENÇA ENTRE A FOBIA E ANCIEDADE:
A Fobia em si, nem sempre é uma doença. Pode ser apenas um sintoma de outra causa subjacente – normalmente é um transtorno mental. Daí podemos observar, que o medo sentido por pessoas que têm fobia é completamente diferente da ansiedade natural dos seres humanos.
O medo, por si só, é uma reação psicológica e fisiológica, que surge como resposta a possibilidade de ameaça ou alguma situação de perigo. Ao passo que a fobia não segue uma lógica ou seja não há uma razão, tornando a ansiedade algo incoerente com o perigo real que aquilo representa.
Normalmente a fobia é de longa duração, e provoca intensas reações físicas e psicológicas, podendo até comprometer seriamente a qualidade de vida da pessoa.

Tipos de Fobias
 É difícil definir o número de fobias. Segundo os dicionários médicos há muitas centenas. As fobias, tem seus nomes derivados da conjunção do nome grego que indica a coisa temida ao sufixo fobia.
As fobias, vão desde o medo intenso de lugares cheios de pessoas (agorafobia) ou de situações sociais (fobia social), até o medo de animais, objetos ou situações específicas (fobia simples).
1. A agorafobia: inclui medo de espaços abertos, da presença de multidões, da dificuldade de escapar rapidamente para um local seguro (em geral a própria casa). A pessoa pode ter medo de sair de casa, de entrar em uma loja ou shopping, de lugares onde há; multidões, de viajar sozinho. Muitas pessoas referem um medo aterrorizante de se sentirem mal e serem abandonadas sem socorro em público. Muitas pessoas com agorafobia apresentam também o transtorno de pânico.  

2. Fobia social: é aquela em que a pessoa tem medo de se expor a outras pessoas que se encontram em grupos pequenos. Isto pode acontecer em reuniões, festas, restaurantes e outros locais. As vezes são situações restritas a uma situação, como por exemplo, comer ou falar em publico, assinar um cheque na presença de outras pessoas ou encontrar-se com alguém do sexo oposto. Pessoas há que apresentam também baixa auto-estima e medo de críticas. Usualmente a pessoa nessas situações apresenta rubor na face, tremores, náuseas. Em casos extremos pode levar a pessoa a isolar-se completamente do convívio em sociedade.

3. Fobias especificas (ou isoladas): são aquelas restritas a uma situação ou objeto altamente específicos, tais como, animais inofensivos (zoofobia), altura (acrofobia), trovões e relâmpagos (astrofobia), voar, espaços fechados (claustrofobia), doenças (nosofobia), dentista, sangue, entre outros.
De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais, a fobia simples pode ser dividida em, pelo menos, cinco categorias:
·                     Sangue, injeções ou feridas
·                     Aspectos do ambiente natural (trovoadas, terremotos, etc.)
·                     Animais (aranhas, cobras, sapos, etc.)
·                     Situações (alturas, andar de avião, elevador ou metrô, etc.)
·                     Outros tipos (medo de vomitar, contrair uma doença, etc.).

As Causas das Fobias
A causa de muitas fobias ainda é desconhecida pelos médicos. contudo, há fortes indícios de que a fobia em muitas pessoas pode estar relacionada ao histórico familiar, levando a crer que fatores genéticos possam representar um papel importante na origem do medo persistente e irracional.
As fobias também podem ter uma ligação direta com certos traumas e situações passadas. A maioria dos problemas psicológicos é motivados por dificuldades que uma pessoa enfrentou ao longo da vida. Todas as pessoas passam por momentos difíceis, e algumas delas desenvolvem, com o tempo, sentimentos de angústia que no decorrer do tempo, tende a evoluir para um quadro de fobia.
Apesar dessas causas, não estarem totalmente esclarecidas, os médicos e psiquiatras acreditam que há uma série de fatores, como:

Idade - Alguns tipos de fobia se desenvolvem cedo, geralmente na infância. Outras ocorrem durante a adolescência e há aquelas que também surgem no início da vida adulta, até por volta dos 35 anos de idade.

Histórico familiarEstá provado, que se alguém de sua família tiver algum tipo fobia, você tem mais chances de desenvolvê-la. Esta poderia ser uma tendência hereditária, mas muitos especialistas acreditam que uma criança pode aprender e adquirir uma fobia, somente observando as reações de uma pessoa próxima, da mesma família, a alguma situação de pouco ou nenhum perigo.

TemperamentoOutra possibilidade de se desenvolver uma fobia específica está no temperamento. Se você tiver temperamento difícil, for sensível e tiver um comportamento mais inibido e retraído do que o normal, isso pode leva-lo a desenvolver esse problema.

Evento traumático - Uma situação traumática ou uma série de eventos traumáticos que uma pessoa passe ao longo da vida, podem levar a desenvolver um tipo de fobia.

Dependem muito do tipo de fobia que você tem. Todavia, independentemente do tipo, algumas características são comuns em todos os indivíduos que apresentam fobias:
·                     Sentimento de pânico incontrolável, terror ou temor em relação a uma situação de pouco ou nenhum perigo real.
·                     Sensação de que você deve fazer todo o possível para evitar uma situação, algo ou alguém que você teme.
·                     Incapacidade de levar sua vida normalmente por causa de um medo ilógico.
·                     Presença e aparecimento de algumas reações físicas e psicológicas, como sudorese, taquicardiadificuldade para respirar, sensação de pânico e ansiedade intensos, etc.
·                     Saber que o medo que sente é irracional e exagerado, mas mesmo assim não ter capacidade para controlá-lo.

COMO TRATAR AS FOBIAS
·          O tratamento, na maioria dos casos dos medos irracionais principalmente nas crianças, pode ter um bom resultado, um vez que é mais fácil alterar o estilo cognitivo que aplica o pequeno sobre as coisas.
·         O terapeuta deverá ter em conta os elementos presentes no momento, em que a pessoa, manifesta a fobia, as situações que rodeiam esse momento e coisas que fazem, para que o medo se manifeste.

·         Existem certos medicamentos, que podem ajudar a tratar as fobias, mais normalmente o método escolhido, e que recomendamos seja a terapia e aprender técnicas de relaxamento. Há situações, em que esse tratamento medicamentoso, precisa ter o acompanhamento terapêutico. A terapia pode ser individual, cognitiva comportamental (concentrada em ajudar a pessoa a aprender novas formas de controlar a ansiedade e os ataques de pânico quando/se ocorrem) ou terapia familiar.


terça-feira, 26 de maio de 2015

TIPOS DE TERAPIAS

  A PSICANÁLISE
Divan
A Psicanálise é a ciência do inconsciente, falar de psicanálise nos tempos atuais é contar com um recurso fundamental descoberto e inventado por um psicanalista que tinha como formação primeira, a de ser um homem da ciência, médico neurologista, que percebeu que os sintomas e as doenças que seus pacientes tinham, não pertenciam ao âmbito do corporal, portanto, do biológico. 
Assim, a Psicanálise Auxilia o cliente a partir da investigação do seu inconsciente buscando as causas mais profundas de seus sofrimentos, desconfortos e questionamentos. Embasado nos estudos e experiência clínica dos psicanalistas Freud, Lacan, Jung e Reich. É também uma ferramenta importante para quem não tem um sofrer a ser resolvido mas busca somente aprofundar seu autoconhecimento e aumentar sua lucidez no viver e na interpretação de sonhos.
A Psicanálise atual não precisa necessariamente, de um Divã, como na época de Freud, em que o cliente era deitado no divã, e quase sem contato visual e feedbacks do terapeuta. A Psicanálise foi modernizada em todo mundo de forma a usar toda a teoria da psiquê elaborada por Freud mas agora contando com melhoras significativas e mais humanizadas na relação psicanalista-cliente. Com o devido e merecido direito, toda questão ou colocação feita pelo cliente em sessão deve ser respondida ou explicada pelo Analista e não mais ser praticado o silêncio que muitas vezes acabava atrapalhando ou desestimulando o cliente a continuar seu processo de autoconhecimento pela psicoterapia.
Podemos usar um divã como este usado para ilustrar esta página, podemos trabalhar sentados em poltronas ou mesmo no chão (nas clínicas que tem tatami/EVA), um de frente para o outro.
A duração de cada sessão varia  pode  durar entre: 55 minutos a uma hora. O tratamento promove uma ordenação progressiva das questões pessoais do cliente.

Terapia Fora do Consultório

Terapia andando
Algumas pessoas gostariam de fazer terapia mas não têm o perfil de ir ao consultório, ou por achar chato, monótono, coisa de doentecoisa de louco ou de maluco, enfim, por qualquer motivo pessoal.
Porém estas pessoas que não se enquadram no modelo de cliente de terapia não podem deixar de ter acesso aos benefícios do processo terapêutico. Para esses casos fazemos a terapia fora do consultório.
Fazer terapia fora do consultório significa que ela pode ser feita enquanto se caminha em parques, bairros, ou locais significativos na história pessoal do cliente. Esta é uma forma muito rica e especial na forma de ocupar os espaços urbanos públicos de forma saudável e criativa, empoderando as pessoas ao viver social e dando vida mais humanizada aos ambientes da cidade.
A terapia fora do consultório não significa necessariamente caminhar e andar, ela pode ser feita de forma estática e sentada.
Nesta forma de atendimento, para o processo de autoconhecimento e de tratamento de sofrimentos psíquicos, emocionais e afetivos, usamos a infraestrutura da cidade como parques, praças, shoppings, cafeterias, restaurantes, lugares emocionalmente importantes como escolas onde estudou, bairro em que viveu a infância etc, o cliente propõe onde gostaria de ser atendido e eu respondo se o lugar proposto é viável em termos de deslocamento.
O interessante desta terapia é que ela se torna altamente dinâmica, o ambiente reage ao assunto que está sendo tratado, apresentando coincidências provocantes. Estas coincidências não tem nada de místico ou sobrenatural, mas sim fundamentadas na teoria do Determinismo Psíquico de Freud e na teoria da Sincronicidade de Jung.
A terapia peripatética, isto é, a terapia feita enquanto se passeia, além de ter toda utilidade e benefícios do processo terapêutico também se torna um momento divertido e agradável para a alma e positivo para saúde física do corpo pois caminhar é uma das práticas de atividade física mais saudável e recomendável que existe. Pode ser também um momento reservado ao contato com a natureza.

Terapia de Casal

Terapia de Casal
Os relacionamentos amorosos é um dos aspectos principais da vida humana e que sempre estão sujeitos a desentendimentos por inadequações e falhas da comunicação do casal.
Através da mediação e facilitação do diálogo entre um casal sob o entendimento e prática dos saberes da Psicanálise, do uso dos Sinos Tibetanos e das abordagens integralmente acolhedoras das Terapias Holísticas busca-se o entendimento mútuo e eliminação das crises destrutivas dos relacionamentos.
Na terapia de casal os parceiros com a ajuda do terapeuta podem conversar de uma forma transformadora praticando o verdadeiro ouvir, falar, compreender a si e ao outro eliminando falsas expectativas e nutrindo o verdadeiro amor.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A Importância do Sono

A Importância do Sono 

Segundo a Dra. Regeane Trabulsi Cronfli,  cerca de 16 a 40% das pessoas em geral sofrem de insônia. Dormir não é apenas uma necessidade de descanso mental e físico: durante o sono ocorrem vários processos metabólicos que, se alterados,  podem afetar o equilíbrio de todo o organismo a curto, médio e, mesmo, a longo prazo. 


Estudos provam que quem dorme menos do que o necessário tem menor vigor físico, envelhece mais precocemente, está mais propenso a infecções, à obesidade, à hipertensão e ao diabetes .


Não dormir o tempo necessário, leva a dificuldades na capacidade de acumular conhecimento e alterações do humor, comprometendo a criatividade, a atenção, a memória e o equilíbrio.

O sono e os hormônios
Está comprovado que a longo prazo, a privação do sono pode comprometer seriamente a saúde, uma vez que é durante o sono que são produzidos alguns hormônios que desempenham papéis vitais no funcionamento de nosso organismo. Por exemplo, o pico de produção do hormônio do crescimento (também conhecido como GH, de sua sigla em inglês, Growth Hormone) ocorre durante a primeira fase do sono profundo, aproximadamente meia hora após uma pessoa dormir. 




Qual é o papel do GH (Hormonio do Crescimento)? 
O GH ,   ajuda a manter o tônus muscular, evita o acúmulo de gordura, melhora o desempenho físico e combate a osteoporose. Estudos provam que pessoas que dormem pouco reduzem o tempo de sono profundo e, em conseqüência, diminuem a fabricação do hormônio do crescimento.


A leptina, hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade, também é secretada durante o sono. Pessoas que permanecem acordadas por períodos superiores ao recomendado produzem menores quantidades de leptina. Resultado: o corpo sente necessidade de ingerir maiores quantidades de carboidratos.


Com a redução das horas de sono, a probabilidade de desenvolver diabetes também aumenta. A falta de sono inibe a produção de insulina (hormônio que retira o açúcar do sangue) pelo pâncreas, além de elevar a quantidade de cortisol, o hormônio do estresse, que tem efeitos contrários aos da insulina, fazendo com que se eleve a taxa de glicose (açúcar) no sangue, o que pode levar a um estado pré-diabético ou, mesmo, ao diabetes propriamente dito. Num estudo, homens que dormiram apenas quatro horas por noite, durante uma semana, passaram a apresentar intolerância à glicose (estado pré-diabético).


Mas qual é a quantidade ideal de horas de sono? 
Embora essa necessidade seja uma característica individual, a média da população adulta necessita de 7 a 8 horas de sono diárias. Falando em crianças, é especialmente importante que seja respeitado um período de 9 a 11 horas de sono, uma vez que, quando elas não dormem o suficiente, ficam irritadiças, além de terem comprometimento de seu crescimento (devido ao problema já mencionado sobre a diminuição do hormônio do crescimento), do aprendizado e da concentração.

É na escola que os primeiros sintomas da falta de sono são percebidos. O desempenho cai e a criança pode até ser equivocadamente diagnosticada como hiperativa, em função da irritabilidade e de sua dificuldade de concentração, conseqüentes da falta do sono necessário. É no sono REM, quando acontecem os sonhos, que as coisas que foram aprendidas durante o dia são processadas e armazenadas. Se alguém, adulto ou criança, dorme menos que o necessário, sua memória de curto prazo não é adequadamente processada e a pessoa não consegue transformar em conhecimento aquilo que foi aprendido. Em outras palavras: se alguém - adulto ou criança - não dorme o tempo necessário, tem muita dificuldade para aprender coisas novas.

Riscos provocados pela falta de sono a curto prazo
Cansaço e sonolência durante o dia, irritabilidade, alterações repentinas de humor, perda da memória de fatos recentes, comprometimento da criatividade, redução da capacidade de planejar e executar, lentidão do raciocínio, desatenção e dificuldade de concentração.

Riscos provocados pela falta de sono a longo prazo
Falta de vigor físico, envelhecimento precoce, diminuição do tônus muscular, comprometimento do sistema imunológico, tendência a desenvolver obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e gastro-intestinais e perda crônica da memória. 



Postagem: José Nilton
Fonte: http://www.cerebromente.org.br/n16/opiniao/dormir-bem1.html